Cuiabá, 2026-10-21T20:05:49

Paula Calil determina apuração sobre denúncia contra servidoras da Procuradoria da Mulher e aguarda comunicação oficial para adotar medidas

Paula Calil determina apuração sobre denúncia contra servidoras da Procuradoria da Mulher e aguarda comunicação oficial para adotar medidasBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 27/07/2026

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A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), determinou a apuração das denúncias envolvendo servidoras da Procuradoria Especial da Mulher após relatos de que integrantes do órgão teriam ultrapassado os limites de suas atribuições durante um atendimento realizado na Escola Municipal Agostinho Simplício de Figueiredo, no bairro Poção. Embora tenha ressaltado que a Procuradoria possui autonomia funcional, a chefe do Legislativo afirmou que essa independência não afasta o dever de atuação dentro dos parâmetros previstos na legislação e garantiu que eventuais excessos serão investigados assim que houver comunicação oficial dos fatos.

Segundo Paula, o caso chegou ao seu conhecimento após o vereador Wilson Kero Kero (PMB) levá-la a uma reunião com três servidoras da unidade escolar, que relataram ter se sentido constrangidas e emocionalmente abaladas com a atuação das representantes da Procuradoria da Mulher. A presidente afirmou que ouviu atentamente os depoimentos e concluiu, em um primeiro momento, que o conflito tinha natureza administrativa e deveria ser conduzido pela Secretaria Municipal de Educação, responsável pela gestão da rede de ensino.

De acordo com a parlamentar, após tomar conhecimento da situação, o prefeito Abilio Brunini (PL) também foi informado sobre o episódio e acompanhou o caso junto à escola. Para Paula, questões relacionadas à organização administrativa das unidades de ensino devem ser tratadas pelos órgãos competentes do Executivo, preservando a atuação institucional de cada órgão público e evitando conflitos de competência.

A presidente da Câmara explicou ainda que foi informada, de maneira extraoficial, sobre a existência de um boletim de ocorrência envolvendo o episódio. No entanto, afirmou que ainda não recebeu qualquer documento oficial encaminhado às instâncias administrativas da Casa. Segundo ela, somente após essa formalização será possível instaurar os procedimentos internos necessários para esclarecer os fatos e verificar eventual responsabilidade das servidoras.

Paula ressaltou que, apesar da autonomia conferida à Procuradoria Especial da Mulher para exercer suas funções, as servidoras permanecem vinculadas administrativamente à Câmara Municipal, circunstância que impõe à Presidência o dever de acompanhar e fiscalizar a atuação funcional sempre que houver denúncias formais. “Como presidente da Câmara eu preciso apurar os fatos”, afirmou, acrescentando que todas as providências serão adotadas dentro do devido processo administrativo e com garantia de ampla defesa às envolvidas.

Ela também informou que, logo após receber as servidoras da escola, entrou em contato com a vereadora Maria Avalone (PSDB), responsável pela Procuradoria Especial da Mulher, para comunicar o ocorrido e solicitar que a situação fosse acompanhada pelo órgão. Segundo Paula, a iniciativa demonstra que a Presidência buscou estabelecer diálogo desde o início, preservando o funcionamento institucional da Câmara e evitando o agravamento do impasse.

O episódio ocorre em um momento de forte tensão política dentro do Legislativo cuiabano. Nas últimas semanas, divergências envolvendo a Procuradoria da Mulher, disputas pela Mesa Diretora e debates sobre o funcionamento interno da Câmara intensificaram o ambiente político entre parlamentares. Nesse cenário, a condução da investigação sobre a atuação das servidoras tende a ganhar repercussão tanto no campo administrativo quanto político, especialmente diante da expectativa pela formalização do boletim de ocorrência e da eventual abertura de procedimentos disciplinares.

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