Paula Calil rebate deputada que questionou feminicídio e afirma: “A lei existe, sim”
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 20/10/2026
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), rebateu as declarações da deputada estadual eleita por São Paulo Eduarda Campopiano, do mesmo partido, que questionou a existência do feminicídio. Ao comentar a repercussão do caso, Paula destacou que o crime está previsto na legislação brasileira e defendeu a continuidade de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.
A manifestação ocorreu em meio ao debate nacional provocado pelas declarações de Campopiano, que ganhou repercussão nas redes sociais após afirmar que não acredita na existência do feminicídio. A fala abriu uma discussão sobre a tipificação desse tipo de crime e a violência praticada contra mulheres por razões relacionadas à sua condição de mulher.
Ao abordar o assunto, Paula afirmou que a legislação brasileira reconhece o feminicídio desde 2015 e passou por mudanças importantes em 2024. “Nós não podemos dizer que não existe a lei, mas existe, sim”, declarou a presidente da Câmara, ao reforçar que a posição individual de uma parlamentar não representa necessariamente o conjunto das mulheres filiadas ao partido.
Paula também citou a participação da senadora Margareth Buzetti (PP-MT) na discussão de mudanças legislativas relacionadas ao tema. Em outubro de 2024, a Lei nº 14.994 tornou o feminicídio um crime autônomo no Código Penal e aumentou as penas previstas para os responsáveis, que podem chegar a 40 anos de prisão.
A vereadora afirmou ainda que o Partido Liberal possui uma expressiva representação feminina e que isso não deve ser confundido com a posição individual de uma integrante da legenda. Segundo Paula, as mulheres do partido também podem atuar na defesa de políticas públicas voltadas à proteção e à garantia de direitos.
O debate ocorre em um cenário de preocupação com a violência contra mulheres em Mato Grosso. Dados divulgados pelo Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual, apontaram 39 feminicídios registrados no estado entre janeiro e setembro de 2026. O levantamento reforça a dimensão do problema e a importância de medidas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores.
Pela legislação brasileira, o feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar ou menosprezo e discriminação à condição de mulher. A classificação jurídica depende das circunstâncias do caso, conforme os critérios estabelecidos em lei.
A manifestação de Paula Calil evidencia uma divergência pública entre integrantes do mesmo partido sobre a forma de abordar a violência contra mulheres. Ao rebater a declaração da deputada paulista, a presidente da Câmara de Cuiabá defendeu o reconhecimento da legislação em vigor e a continuidade de iniciativas voltadas à proteção feminina.
Baixada Cuiabana
Alvo de busca do Gaeco, Ilde Taques nega ligação com eleição da Câmara de VG
“Não cola mais”: Cláudio vê recado das urnas após derrota de Zé do Pátio
Vuolo defende concessão do Mercado Municipal e aponta obra como legado de Emanuel Pinheiro
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Gallo não descarta demissão voluntária em MT, mas diz que medida não é prioridade imediata
Flávia Moretti deixa futuro de Ananias no PL nas mãos de Valdemar Costa Neto
Alvo de busca do Gaeco, Ilde Taques nega ligação com eleição da Câmara de VG
