Pivetta avalia supersecretarias para reduzir cargos e reorganizar governo de MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 19/10/2026
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) avalia mudanças na estrutura administrativa de Mato Grosso para reduzir despesas e reorganizar o funcionamento do Executivo estadual a partir de 2027. Entre as possibilidades em discussão está a criação de até três supersecretarias, com a concentração de áreas atualmente distribuídas entre diferentes pastas e a revisão de cargos do primeiro e do segundo escalões.
A proposta integra a reforma administrativa preparada para o início do novo mandato. O objetivo é identificar estruturas que possam ser unificadas, funções sobrepostas e despesas passíveis de redução, sem comprometer a continuidade dos serviços públicos.
A equipe responsável pelo levantamento analisa o funcionamento das secretarias, os contratos mantidos pelo Estado, os gastos de custeio e a distribuição dos cargos comissionados. A revisão também poderá resultar na redução do número de secretarias, embora ainda não exista uma definição oficial sobre quais órgãos seriam incorporados ou quantas estruturas deixariam de existir.
A vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil), que assumirá a Casa Civil, confirmou que o corte de cargos comissionados está entre os objetivos da reforma. Ela afirmou que a equipe fará uma avaliação detalhada da máquina pública antes de definir quais estruturas serão mantidas, reduzidas ou reforçadas.
Segundo Gisela, a análise também alcançará contratos e despesas operacionais, incluindo gastos com veículos locados. A intenção é identificar oportunidades de economia e avaliar se os recursos e as estruturas existentes estão adequados às necessidades de cada área.
O ex-secretário estadual de Fazenda Rogério Gallo participa da condução dos trabalhos técnicos de diagnóstico administrativo. O levantamento deverá subsidiar as decisões do governador sobre o formato da nova estrutura e as medidas necessárias para implementá-la.
A possibilidade de reunir diferentes áreas em supersecretarias permitiria concentrar atribuições sob um mesmo comando e reduzir posições de direção. No entanto, a efetiva economia dependerá do desenho final da reforma, da quantidade de cargos extintos e da maneira como as competências forem redistribuídas.
A reorganização também poderá exigir mudanças legais para formalizar a nova estrutura do Executivo. Até que as propostas sejam concluídas e anunciadas, não há confirmação sobre quais secretarias poderão ser fundidas nem sobre o número definitivo de cargos a serem eliminados.
A reforma administrativa é uma das medidas planejadas para o início da próxima gestão de Pivetta, em janeiro de 2027. O governo deverá definir os ajustes com base no diagnóstico de despesas e estruturas, buscando reduzir custos e reorganizar a administração estadual.
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