Cuiabá, 2026-10-21T19:59:48

Pivetta rebate Lula e dispara: “Falta conhecimento sobre modais de transporte”

Pivetta rebate Lula e dispara: “Falta conhecimento sobre modais de transporte”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 20/04/2026

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O embate político entre o governo de Mato Grosso e o Palácio do Planalto ganhou novos contornos após o governador em exercício, Otaviano Pivetta, rebater publicamente críticas feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a condução das obras de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande.

A reação veio após declarações de Lula, que questionou a decisão do Estado de abandonar o projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e substituir pelo Ônibus de Trânsito Rápido (BRT). O presidente classificou a mudança como exemplo de desperdício de recursos públicos e criticou o fato de nenhum dos modais estar em operação na capital mato-grossense.

Em resposta, Pivetta adotou um tom direto e contestou a avaliação do chefe do Executivo federal. Segundo ele, Lula não possui conhecimento técnico suficiente para analisar a viabilidade de sistemas de transporte coletivo e seus custos.

O governador reforçou que a decisão de encerrar o VLT foi baseada em critérios técnicos e financeiros, sustentando que o projeto herdado de gestões anteriores era inviável desde sua origem. Ele argumenta que a obra, iniciada ainda no contexto da Copa do Mundo de 2014, apresentava falhas estruturais e planejamento inadequado, o que teria levado ao abandono do modelo ferroviário.

A crítica de Lula também trouxe à tona um ponto sensível: a venda dos vagões originalmente adquiridos para o VLT. O presidente ironizou o fato de os trens terem sido negociados com o governo da Bahia com desconto, enquanto Cuiabá segue sem solução definitiva para o transporte de massa.

Pivetta, por sua vez, defendeu a operação, afirmando que a venda foi necessária para reduzir prejuízos e viabilizar investimentos em um novo modelo de mobilidade. Segundo ele, os recursos obtidos serão aplicados diretamente na implantação do BRT, que segue em execução no Estado.

O episódio escancara não apenas divergências técnicas sobre modais de transporte, mas também um confronto político mais amplo entre lideranças estaduais e federais. Enquanto o governo federal critica decisões que levaram à paralisação de obras iniciadas em gestões passadas, o Executivo estadual sustenta que a mudança foi essencial para evitar desperdícios ainda maiores aos cofres públicos.

No centro do debate está um problema que se arrasta há mais de uma década: a dificuldade de Cuiabá em consolidar um sistema de transporte coletivo eficiente. Entre promessas, mudanças de projeto e impasses administrativos, a população segue aguardando uma solução definitiva para um dos principais gargalos urbanos da capital.

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