Cuiabá, 2026-10-21T19:57:41

Polêmica explode na Câmara: vereador cobra CPI e fim de acordo com CS Mobi

Polêmica explode na Câmara: vereador cobra CPI e fim de acordo com CS MobiBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 29/04/2026

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A polêmica em torno do contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a empresa CS Mobi ganhou novo capítulo e elevou a temperatura política na capital. O vereador Ilde Taques (Podemos) fez duras críticas ao acordo e defendeu o rompimento imediato do vínculo, classificando a concessão como “uma enganação”.

A declaração reacende o debate sobre um dos contratos mais controversos dos últimos anos em Cuiabá. A empresa ficou responsável por áreas como estacionamento rotativo e outras frentes ligadas à mobilidade urbana, dentro de uma concessão de longo prazo que vem sendo questionada por setores políticos e parte da população.

Segundo o parlamentar, há necessidade de aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades no processo e nos termos do contrato. Ilde Taques também aposta na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para reunir documentos, esclarecer responsabilidades e, eventualmente, criar base jurídica para anular o acordo.

Nos bastidores da Câmara Municipal, o tema divide opiniões. Parte dos vereadores entende que o município precisa revisar contratos considerados prejudiciais ao interesse público. Outro grupo defende cautela, argumentando que eventual rompimento pode gerar disputas judiciais e impacto financeiro para os cofres públicos.

O caso ganhou ainda mais peso político porque envolve diretamente um serviço sensível ao cotidiano da população: estacionamento em áreas centrais, organização do trânsito e uso do espaço urbano. Em Cuiabá, qualquer mudança nesse setor costuma gerar forte repercussão entre comerciantes, motoristas e moradores.

Especialistas em gestão pública avaliam que contratos de concessão precisam equilibrar segurança jurídica, eficiência operacional e retorno social. Quando esse equilíbrio é questionado, a pressão por revisão cresce rapidamente.

A atual gestão municipal acompanha o assunto com atenção. Dependendo do avanço das discussões na Câmara, o tema pode se transformar em novo foco de desgaste político e administrativo para a prefeitura.

Se a CPI for instalada, o caso tende a dominar o debate público nas próximas semanas, com potencial para expor detalhes do contrato, responsabilidades de gestões passadas e impactos futuros para a cidade.

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