Polêmica explode na Câmara: vereador cobra CPI e fim de acordo com CS Mobi
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 29/04/2026
A polêmica em torno do contrato firmado entre a Prefeitura de Cuiabá e a empresa CS Mobi ganhou novo capítulo e elevou a temperatura política na capital. O vereador Ilde Taques (Podemos) fez duras críticas ao acordo e defendeu o rompimento imediato do vínculo, classificando a concessão como “uma enganação”.
A declaração reacende o debate sobre um dos contratos mais controversos dos últimos anos em Cuiabá. A empresa ficou responsável por áreas como estacionamento rotativo e outras frentes ligadas à mobilidade urbana, dentro de uma concessão de longo prazo que vem sendo questionada por setores políticos e parte da população.
Segundo o parlamentar, há necessidade de aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades no processo e nos termos do contrato. Ilde Taques também aposta na instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para reunir documentos, esclarecer responsabilidades e, eventualmente, criar base jurídica para anular o acordo.
Nos bastidores da Câmara Municipal, o tema divide opiniões. Parte dos vereadores entende que o município precisa revisar contratos considerados prejudiciais ao interesse público. Outro grupo defende cautela, argumentando que eventual rompimento pode gerar disputas judiciais e impacto financeiro para os cofres públicos.
O caso ganhou ainda mais peso político porque envolve diretamente um serviço sensível ao cotidiano da população: estacionamento em áreas centrais, organização do trânsito e uso do espaço urbano. Em Cuiabá, qualquer mudança nesse setor costuma gerar forte repercussão entre comerciantes, motoristas e moradores.
Especialistas em gestão pública avaliam que contratos de concessão precisam equilibrar segurança jurídica, eficiência operacional e retorno social. Quando esse equilíbrio é questionado, a pressão por revisão cresce rapidamente.
A atual gestão municipal acompanha o assunto com atenção. Dependendo do avanço das discussões na Câmara, o tema pode se transformar em novo foco de desgaste político e administrativo para a prefeitura.
Se a CPI for instalada, o caso tende a dominar o debate público nas próximas semanas, com potencial para expor detalhes do contrato, responsabilidades de gestões passadas e impactos futuros para a cidade.
Baixada Cuiabana
Paula Calil diz que suspeitas contra vereadores são individuais e não representam Câmara de Cuiabá
Câmara de Cuiabá aguarda apuração do Gaeco após vereadores serem alvos de operação
Flávia Moretti deixa futuro de Ananias no PL nas mãos de Valdemar Costa Neto
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Qual a maior força de um homem?
Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande
