“População não pode pagar essa conta”, diz Max Russi sobre aumento dos combustíveis
Política POR: Redação
POSTADO EM: 19/03/2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), classificou como “injustificável” o aumento recente no preço dos combustíveis no Brasil e cobrou mais transparência sobre a formação dos valores praticados no país.
A declaração ocorre em meio à escalada do preço do petróleo no mercado internacional, impulsionada por tensões no Oriente Médio. Mesmo assim, o parlamentar questiona o impacto direto no Brasil, destacando que o país é majoritariamente produtor de petróleo.
Segundo Russi, o Brasil importa menos de 15% do petróleo consumido, o que, na avaliação dele, não justificaria repasses tão elevados ao consumidor final.
“Não se justifica alta, porque esse percentual que não produzimos é pequeno e pode ser absorvido”, afirmou.
Apesar da crítica, o deputado reconheceu preocupação com os efeitos econômicos do aumento, especialmente em Mato Grosso, onde o diesel é peça-chave para o agronegócio e o transporte de cargas.
“O custo da produção vai subir e isso impacta diretamente no preço dos alimentos, gerando inflação e incertezas”, alertou.
Dados recentes apontam que o barril do petróleo chegou a cerca de US$ 110, acumulando alta superior a 40% após o agravamento do conflito internacional, o que pressionou rapidamente os preços nos postos brasileiros.
Mesmo reconhecendo que a política de preços é definida em âmbito nacional, Russi defendeu a abertura de um debate público para evitar o que chamou de “abusos” no repasse ao consumidor.
“Se não houver discussão, os preços exorbitantes acontecem e a população acaba sendo explorada”, afirmou.
O tema já começa a ganhar força no cenário político, especialmente pelo impacto direto no custo de vida e na cadeia produtiva — fatores que devem entrar no centro das discussões nos próximos meses.
Política
ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares
TCE-MT aposta em economia de energia para reduzir gastos e reforçar sustentabilidade
Gallo não descarta demissão voluntária em MT, mas diz que medida não é prioridade imediata
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Qual a maior força de um homem?
Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande
