“Querem ganhar no tapetão”: diz Flávia Moretti sobre Comissão Processante da Câmara
Política POR: Redação
POSTADO EM: 02/12/2025
Prefeita afirma que processo aberto pela Câmara é tentativa de tirá-la do cargo e critica postura do presidente do Legislativo, Wanderley Cerqueira.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), declarou na manhã desta sexta-feira (28) que a Comissão Processante aberta pela Câmara Municipal contra sua gestão tem “cunho político” e representaria uma tentativa de opositores de “ganhar no tapetão a Prefeitura”. A manifestação ocorreu após novos questionamentos feitos pelo presidente do Legislativo, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), sobre o uso de logomarcas em gestões anteriores.
Segundo a prefeita, os pronunciamentos de Cerqueira durante as sessões têm caráter pessoal e buscariam influenciar negativamente a opinião pública sobre sua administração. Flávia afirmou que a abertura do processo não passa de uma iniciativa política com o objetivo de afastá-la do cargo. “É mais para me tirar da onde eu estou, entendeu? Um cunho político do presidente da Casa, que fica mandando recado para a prefeita na tribuna”, disse.
A gestora também criticou a postura do presidente da Câmara ao afirmar que ele utiliza a estrutura institucional do Legislativo para atacá-la. “Gente, isso não é postura de presidente de Câmara, de representante de uma Casa legislativa. Me perdoe”, declarou.
As declarações de Flávia Moretti expõem um agravamento evidente da tensão entre o Executivo e o Legislativo de Várzea Grande. O discurso da prefeita, ao qualificar a Comissão Processante como instrumento político, indica uma estratégia de defesa baseada na deslegitimação do processo e na tentativa de consolidar narrativas de perseguição. Esse movimento costuma ser recorrente em cenários de confronto institucional e busca mobilizar a base social e partidária em torno da chefe do Executivo.
Por outro lado, a postura do presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, ao levar críticas constantes à tribuna, sugere um ambiente político já polarizado e com pouca margem para composição. A depender da evolução da CP, o embate tende a ganhar repercussão regional e abrir espaço para redesenho de alianças, especialmente às vésperas de cenários eleitorais futuros.
No curto prazo, a narrativa predominante será determinante: se a prefeita conseguir sustentar a percepção de que há motivação política na investigação, poderá reduzir danos à sua imagem. Se, porém, a CP avançar com elementos técnicos e respaldo de outros vereadores, o desgaste pode se intensificar e comprometer a estabilidade da gestão.
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