Samantha não escolhe entre Paula e Ilde e defende acordo político na Câmara
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 09/04/2026
A vereadora Samantha Iris (PL) adotou um tom conciliador ao comentar a disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá e evitou se posicionar entre os nomes de Paula Calil e Ilde Taques, dois dos principais articuladores na corrida pelo comando do Legislativo municipal. Em meio ao acirramento nos bastidores, a parlamentar defendeu que a escolha passe por consenso entre os vereadores.
A declaração ocorre em um momento de forte movimentação política dentro da Casa, com diferentes grupos disputando espaço e buscando consolidar apoios para a eleição da Mesa Diretora, prevista para ocorrer ainda neste ano. Ao não assumir preferência pública, Samantha sinaliza cautela diante de um cenário que envolve aliados diretos da base do prefeito Abilio Brunini.
Segundo a vereadora, o ideal é que o processo não resulte em divisão interna. A defesa por um acordo coletivo reflete a preocupação com possíveis desgastes políticos dentro do próprio grupo governista, já que todos os principais pré-candidatos pertencem à base aliada.
Nos bastidores, a disputa é tratada como um dos principais testes de força da atual legislatura. Nomes como Ilde Taques, que afirma já ter apoio expressivo entre os parlamentares, e Paula Calil, atual presidente, aparecem como protagonistas na articulação pelo comando da Casa.
A movimentação também ocorre sob influência indireta do Executivo. O prefeito Abilio Brunini já sinalizou simpatia por nomes dentro da própria base, mas evita interferência direta, justamente para não aprofundar divisões internas.
A postura de Samantha reforça esse mesmo equilíbrio político. Ao evitar escolher um lado, a vereadora mantém diálogo aberto com diferentes grupos e se posiciona como peça de moderação em um cenário marcado por disputas antecipadas.
A eleição da Mesa Diretora, apesar de ainda distante no calendário, já mobiliza intensamente os vereadores e deve ganhar novos capítulos nos próximos meses. O desfecho terá impacto direto na governabilidade e na relação entre Executivo e Legislativo na capital.
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