Sem candidato próprio, PT fortalece aliança com PSD e amplia palanque de Lula em Mato Grosso
Política POR: Redação
POSTADO EM: 28/07/2026
Decisão acompanha a estratégia nacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar alianças com partidos de centro e concentrar forças em candidaturas consideradas competitivas nos estados.
Às vésperas das convenções partidárias, o Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso decidiu não lançar candidatura própria ao Governo do Estado e seguirá uma estratégia alinhada à direção nacional da legenda para fortalecer o projeto de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, deve oficializar apoio à candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Palácio Paiaguás, consolidando uma aliança que também inclui o PSD e o PSB no Estado.
Além da disputa pelo Governo, a federação deverá homologar apoio à reeleição do senador Carlos Fávaro (PSD), ex-ministro da Agricultura e uma das principais lideranças do grupo governista ligado ao presidente Lula em Mato Grosso. Para a segunda vaga ao Senado, a composição caminhará ao lado do ex-governador Pedro Taques (PSB), fortalecendo um palanque estadual construído em sintonia com a estratégia nacional do PT de ampliar alianças para enfrentar a eleição presidencial de 2026.
A definição não ocorreu sem debates internos. Parte da militância defendia que a suplente de deputada estadual Edna Sampaio representasse o partido na disputa pelo Senado. No entanto, prevaleceu o entendimento da direção nacional de priorizar uma composição mais ampla, reunindo partidos aliados em torno de candidaturas consideradas mais competitivas eleitoralmente. Com isso, o PT deixa de disputar cargos majoritários em Mato Grosso e concentra seus esforços na sustentação política da chapa formada por Natasha Slhessarenko ao Governo e pelos candidatos Carlos Fávaro e Pedro Taques ao Senado.
A movimentação acompanha uma tendência observada em diversos estados brasileiros. A direção nacional do PT optou por apoiar candidatos de partidos aliados em mais da metade das unidades da federação, especialmente do PSD, MDB, PSB e PDT, priorizando a formação de alianças capazes de ampliar a base política do presidente Lula. A estratégia busca fortalecer o campo governista sem exigir que a legenda esteja necessariamente na cabeça de chapa em todas as disputas estaduais.
Em Mato Grosso, a decisão também reorganiza o cenário eleitoral. Com o apoio formal à candidatura de Natasha Slhessarenko, o bloco de centro-esquerda passa a apresentar uma composição unificada para enfrentar as candidaturas apoiadas pelos grupos de direita e centro-direita. A expectativa é de que a oficialização das alianças durante as convenções partidárias intensifique as articulações entre as principais forças políticas do Estado e acelere a definição dos palanques que disputarão o Governo e o Senado nas eleições deste ano.
Política
ALMT vota empréstimo de R$ 1,5 bilhão de Pivetta com previsão de 60 mil casas populares
TCE-MT aposta em economia de energia para reduzir gastos e reforçar sustentabilidade
Gallo não descarta demissão voluntária em MT, mas diz que medida não é prioridade imediata
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Qual a maior força de um homem?
Mauro Mendes entra na disputa por dois ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro
Gaeco apura uso de cartas de renúncia e gravações para pressionar vereadores em Várzea Grande
