Cuiabá, 2026-10-21T19:57:48

Taques descarta rivalidade com Fávaro e reforça aliança para 2026 em Mato Grosso

Taques descarta rivalidade com Fávaro e reforça aliança para 2026 em Mato GrossoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 31/07/2026

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O ex-governador Pedro Taques (PSB), pré-candidato ao Senado nas eleições de 2026, negou qualquer rivalidade com o senador Carlos Fávaro (PSD) e afirmou que a aliança construída entre os partidos tem caráter exclusivamente político. A declaração ocorre em meio às movimentações para a formação de um bloco de oposição ao grupo liderado pelo governador Mauro Mendes (União Brasil) e reforça o esforço para consolidar um palanque alternativo em Mato Grosso.

Questionado sobre o relacionamento com Fávaro, seu ex-aliado político, Taques foi direto ao afirmar que não existe inimizade entre os dois e que divergências do passado não impedem uma composição eleitoral.

“Não tem questão com o Fávaro. Eu não sou inimigo do Fávaro. Ele não é meu inimigo”, declarou.

Na sequência, o ex-governador recorreu a uma comparação que rapidamente repercutiu nos bastidores da política estadual. Segundo ele, alianças eleitorais são firmadas em torno de projetos e princípios comuns, e não de relações pessoais.

“Quando você faz uma aliança política, nós estamos fazendo uma aliança política para o Brasil e para Mato Grosso. Isso não significa que você quer casar com ele. Eu não quero casar com o Fávaro. O Fávaro não quer casar comigo”, afirmou.

A fala busca esfriar especulações sobre um eventual desconforto entre Taques e Fávaro, que romperam politicamente há cerca de oito anos, quando o atual senador ocupava o cargo de vice-governador em sua gestão. Desde então, ambos seguiram caminhos distintos, mas voltaram a integrar um mesmo campo político nas articulações para 2026.

Taques afirmou que a aproximação foi construída em torno da defesa de princípios constitucionais, da democracia, da liberdade de imprensa e da soberania nacional. Segundo ele, o grupo reúne nove partidos e pretende ampliar a frente política nos próximos meses.

O ex-governador também confirmou apoio à pré-candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) ao Governo de Mato Grosso e disse acreditar que a coligação ainda poderá atrair novas legendas durante o período das convenções partidárias.

Apesar do discurso conciliador em relação a Fávaro, Taques elevou o tom contra o grupo governista e sinalizou que a campanha eleitoral será marcada por críticas à atual administração estadual. Segundo ele, o processo eleitoral deve servir para que a população cobre explicações sobre decisões adotadas pelo governo nos últimos anos.

A declaração ganha peso porque ocorre justamente no momento em que o senador Carlos Fávaro também passou a defender publicamente uma reaproximação com Taques, afirmando recentemente que não considera o ex-governador um inimigo político. O movimento indica uma tentativa de reorganização do campo de oposição em Mato Grosso, especialmente diante do fortalecimento do projeto governista liderado por Otaviano Pivetta (Republicanos), que assumiu o comando do Estado após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga ao Senado.

Com duas cadeiras em disputa no Senado em 2026, a aproximação entre PSB e PSD é vista como estratégica para enfrentar o bloco governista e ampliar o espaço de um grupo político que pretende disputar tanto o Palácio Paiaguás quanto as vagas na Câmara Alta.

Ao afastar qualquer caráter pessoal da relação com Fávaro, Pedro Taques busca transmitir uma mensagem de pragmatismo político e reforçar que a prioridade do grupo será a construção de uma aliança eleitoral competitiva para a sucessão estadual e para a disputa ao Senado no próximo ano.

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