Cuiabá, 2026-10-21T19:59:32

Vereadora afirma que aliados de Ilde enfrentam barreiras dentro da gestão Abílio

Vereadora afirma que aliados de Ilde enfrentam barreiras dentro da gestão AbílioBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 06/07/2026

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A disputa antecipada pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá começou a provocar fissuras públicas dentro da própria base do prefeito Abílio Brunini. A vereadora Michelly Alencar afirmou que parlamentares alinhados ao grupo do vereador Ilde Taques enfrentam mais dificuldades para conseguir respostas e atendimento da Prefeitura, enquanto aliados da atual presidente da Casa, Paula Calil, teriam prioridade dentro da gestão municipal.

A declaração escancarou o ambiente de disputa política nos bastidores do Legislativo cuiabano, onde grupos já se articulam intensamente para controlar a Mesa Diretora da Câmara nos próximos anos. Embora tente minimizar o desgaste, Michelly reconheceu que existe tratamento político diferenciado dentro da administração municipal conforme o alinhamento dos vereadores na disputa interna da Casa.

Aliada de Ilde Taques na corrida pela presidência da Câmara, Michelly afirmou que o grupo de Paula Calil possui maior proximidade com o prefeito Abílio Brunini e, consequentemente, mais facilidade para destravar demandas junto ao Executivo. Mesmo assim, a parlamentar avaliou que o cenário faz parte do atual momento político vivido pela Prefeitura.

Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a sucessão da Mesa Diretora se transformou em uma das principais disputas políticas da Capital neste momento. O grupo de Paula Calil trabalha para viabilizar a recondução da presidente ao cargo, embora o atual regimento interno da Câmara não permita reeleição para a mesma função dentro da mesma legislatura.

Para manter Paula no comando do Legislativo, aliados articulam uma mudança regimental que precisaria de pelo menos 18 votos para ser aprovada. O movimento ganhou força após o próprio prefeito Abílio Brunini demonstrar simpatia pela permanência da vereadora na presidência da Câmara.

Do outro lado, Ilde Taques tenta consolidar um grupo alternativo e resiste à alteração das regras internas da Casa. O vereador avalia que ainda não há votos suficientes para aprovar a mudança no regimento e aposta no desgaste político provocado pelas articulações pró-reeleição de Paula Calil.

O embate interno também passou a atingir diretamente a relação entre vereadores e secretarias municipais. Michelly revelou dificuldades para obter retorno do secretário Reginaldo Teixeira, que atualmente acumula as pastas de Educação e Obras Públicas. Segundo a parlamentar, a concentração das duas áreas sob um único gestor compromete a agilidade administrativa e dificulta o atendimento das demandas encaminhadas pelos vereadores.

A fala aumentou a pressão sobre a estrutura administrativa da Prefeitura e alimentou críticas dentro da própria base aliada. Nos bastidores, vereadores reclamam da demora em respostas do Executivo, principalmente em áreas ligadas a obras, infraestrutura urbana e educação.

A disputa pela Mesa Diretora também ganhou novos contornos após mudanças de posicionamento dentro da Câmara. Recentemente, vereadores que inicialmente demonstravam alinhamento ao grupo de Ilde Taques migraram para o bloco de Paula Calil, fortalecendo o campo político apoiado pelo Palácio Alencastro.

Hoje, a eleição da presidência da Câmara é tratada como estratégica para a governabilidade de Abílio Brunini. O comando do Legislativo pode definir o ritmo de votações importantes, articulações políticas e sustentação do Executivo nos próximos anos.

Com o avanço das negociações, a tendência é de intensificação das disputas internas nas próximas semanas, principalmente diante da proximidade da eleição da Mesa Diretora, prevista para ocorrer ainda neste segundo semestre. O cenário revela que, apesar da ampla base política construída após as eleições municipais, o ambiente interno da Câmara de Cuiabá já entrou em clima de disputa aberta por poder e influência.

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