Wellington minimiza apoio de Mauro a Pivetta, mas lança recado: “é hora de renovação”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 14/04/2026
Senador admite alinhamento político entre Mauro Mendes e Otaviano Pivetta, mas reforça pré-candidatura ao governo com discurso de mudança e renovação.
O senador Wellington Fagundes (PL) adotou um tom cauteloso ao comentar o apoio do governador Mauro Mendes (União Brasil) ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2026. Sem confrontar diretamente o grupo governista, o parlamentar classificou o movimento como “natural”, mas deixou claro que pretende ocupar o espaço de alternativa política no Estado.
A declaração ocorre em meio à consolidação do cenário eleitoral em Mato Grosso, onde Pivetta surge como nome de continuidade do atual governo, enquanto Wellington tenta se posicionar como representante de uma nova fase administrativa. Segundo o senador, a relação política entre Mauro Mendes e Pivetta, construída ao longo de dois mandatos, justifica o apoio público, mas não inviabiliza o debate sobre renovação no comando do Executivo estadual.
Ao sustentar sua pré-candidatura, Wellington reforçou que o Estado precisa avançar para além do ciclo atual, defendendo mudanças na gestão e apresentando seu nome como alternativa para um novo momento político. A estratégia do senador passa por evitar o confronto direto com o governador, ao mesmo tempo em que tenta se descolar da base governista para construir um discurso próprio, voltado à renovação e ampliação de políticas públicas.
Nos bastidores, a movimentação também dialoga com o cenário nacional do PL, que vive momentos de tensão interna. Questionado sobre divergências entre lideranças da direita, como Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, Wellington minimizou o embate e classificou o episódio como parte do processo democrático, sinalizando que o partido deve buscar unidade para as eleições.
O senador ainda indicou que o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, atua para reaproximar lideranças e evitar fragmentações que possam comprometer o desempenho eleitoral do grupo em 2026. A leitura interna é de que, apesar das divergências, a direita tende a buscar convergência estratégica no período eleitoral.
A disputa pelo governo de Mato Grosso se desenha como uma das mais relevantes do próximo ciclo eleitoral, com diferentes forças políticas buscando espaço em um cenário ainda em formação. Enquanto o grupo de Mauro Mendes aposta na continuidade com Pivetta, Wellington tenta capitalizar o discurso de mudança, mirando um eleitorado que busca renovação sem romper completamente com a base conservadora que domina o Estado.
Política
Em meio a vaias, Jayme nega aproximação eleitoral com Flávio Bolsonaro e endurece discurso
“Você terá 70% em MT”: Mendes declara apoio a Flávio e eleva tom político no estado
Max descarta vice e candidatura ao Governo: “chance zero”, afirma presidente da ALMT
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Max Russi nega articulação por reeleição e rebate Abílio: “Não existe isso”
Em meio a vaias, Jayme nega aproximação eleitoral com Flávio Bolsonaro e endurece discurso
“Você terá 70% em MT”: Mendes declara apoio a Flávio e eleva tom político no estado
