Mendes intensifica críticas e liga sucessão estadual a risco de “quebra” de Mato Grosso
Política POR: Redação
POSTADO EM: 24/02/2026
Em entrevista à Rádio Band Juína nesta terça-feira (24), o governador Mauro Mendes (União) voltou a colocar a sucessão ao Palácio Paiaguás no centro da disputa política ao afirmar que, se um gestor “vagabundo e inexperiente” for eleito para governar Mato Grosso, o Estado pode enfrentar um colapso financeiro em dois anos. Mendes não citou nomes, mas a declaração foi interpretada como uma crítica direta a adversários políticos ligados ao pleito deste ano.
O chefe do executivo estadual comentou sobre a importância de experiência administrativa no comando do Estado, vinculando a continuidade de políticas públicas e a condução de obras estruturantes à estabilidade fiscal e ao desempenho econômico. Sua afirmação ocorre em um contexto de forte polarização interna, com o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sendo apoiado por Mendes como opção do grupo político para a disputa majoritária.
O governador ainda destacou ações de sua gestão, como pavimentação de rodovias e avanços em infraestrutura — apontando que a manutenção desse ritmo depende de um sucessor que “saiba administrar” e não reverta programas essenciais ou comprometa as finanças públicas. Mendes já vinha criticando adversários e reafirmou, na mesma entrevista, que lideranças de oposição carecem de experiência para enfrentar desafios administrativos complexos no Estado.
Analistas ouvidos por veículos locais lembram que esse tipo de discurso costuma ganhar força no período pré-eleitoral, pois busca influenciar a percepção do eleitorado sobre a necessidade de continuidade de gestão experiente e evitar rupturas que poderiam afetar programas públicos e a confiança do mercado.
Nos bastidores políticos, a declaração também alimenta o debate sobre os critérios que devem nortear a escolha de candidatos ao Governo de Mato Grosso, especialmente em um ano em que a disputa entre grupos e alianças tende a ser acirrada.
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