Rosa Neide revela estratégia do PT para 2026: chapa terá apenas nomes “testados nas urnas”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 12/03/2026
Ex-deputada Rosa Neide afirma que federação formada por PT, PV e PCdoB trabalha com pesquisas e candidatos competitivos para evitar repetição do resultado eleitoral que a deixou fora da Câmara mesmo sendo a mais votada.
A ex-deputada federal Rosa Neide (PT) afirmou que o Partido dos Trabalhadores e os partidos aliados não pretendem repetir os erros cometidos nas eleições de 2022 em Mato Grosso. Segundo a petista, a federação formada por PT, PV e PCdoB deve priorizar candidatos com histórico eleitoral e capacidade comprovada de votos nas próximas disputas.
A declaração foi feita durante agenda pública em Cuiabá, quando a ex-parlamentar comentou as articulações políticas para as eleições de 2026. De acordo com Rosa Neide, o grupo político tem adotado um planejamento mais estratégico para definir os nomes que irão compor as chapas proporcionais e majoritárias.
“A gente já tem os cálculos. Estamos colocando na chapa pessoas testadas, pessoas que têm voto e estamos trabalhando com pesquisas. Esse erro não acontecerá novamente”, afirmou a petista ao comentar a estratégia eleitoral da federação.
O episódio citado pela ex-deputada remete às eleições de 2022, quando ela foi a candidata a deputada federal mais votada de Mato Grosso, com mais de 124 mil votos, mas acabou ficando fora da Câmara devido ao sistema de quociente eleitoral.
Naquele pleito, a federação partidária não alcançou o número de votos necessários para garantir uma das vagas do estado, o que acabou impedindo a eleição da petista mesmo com votação expressiva.
Rosa Neide também comentou as discussões internas do campo político alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso. Segundo ela, os partidos aliados avaliam a formação da chapa majoritária, que envolve as disputas ao Governo do Estado e ao Senado.
Nos bastidores, nomes como o do ex-governador Pedro Taques (PSB) e da ex-vereadora Edna Sampaio (PT) são citados em conversas sobre possíveis composições eleitorais dentro do grupo.
De acordo com a petista, as decisões devem levar em conta pesquisas eleitorais e negociações entre partidos da base aliada. A expectativa é que novas definições avancem após reuniões nacionais entre dirigentes do PT, PSB, PV e PCdoB.
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