Lula e presidente da Bolívia assinam acordo contra crime organizado em meio a pressão dos EUA sobre PCC e CV
Rapidinhas POR: Redação
POSTADO EM: 17/03/2026
Parceria prevê cooperação entre os dois países para combater narcotráfico, tráfico de armas e outras redes criminosas que atuam na fronteira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva firmou nesta semana um acordo de cooperação com o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, para ampliar o combate ao crime organizado que atua na fronteira entre os dois países. A assinatura ocorreu durante encontro oficial no Palácio do Planalto, em Brasília.
O pacto prevê ações conjuntas para enfrentar crimes transnacionais como narcotráfico, tráfico de armas, tráfico de pessoas, contrabando, lavagem de dinheiro e crimes ambientais, além de cooperação na investigação e repressão de organizações criminosas que atuam na região de fronteira.
A iniciativa ocorre em meio à crescente pressão internacional sobre facções brasileiras, especialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que têm ampliado atuação em países da América do Sul. Os Estados Unidos discutem medidas mais duras contra esses grupos e avaliam classificá-los como organizações terroristas, o que poderia ampliar o combate internacional a essas redes.
Durante a cerimônia, Lula destacou que a cooperação entre os países é essencial para enfrentar o avanço do crime organizado na região.
Segundo o presidente brasileiro, o acordo reforça a integração entre as forças de segurança e amplia a troca de informações entre os governos para combater atividades criminosas em áreas de fronteira.
Além da parceria na área de segurança pública, Brasil e Bolívia também assinaram acordos em outros setores estratégicos, incluindo turismo e integração energética entre os dois países.
Os governos também discutiram projetos de infraestrutura e integração logística na América do Sul, incluindo rotas comerciais e corredores de exportação que podem ampliar o comércio regional.
A Bolívia mantém com o Brasil uma das maiores fronteiras terrestres da América do Sul, com mais de 3,4 mil quilômetros, o que torna a cooperação bilateral fundamental para o controle de atividades ilícitas na região.
O tema ganhou destaque internacional após o governo norte-americano anunciar novas estratégias de segurança no continente para combater cartéis e organizações criminosas transnacionais.
Entre as iniciativas discutidas está a ampliação de uma coalizão de segurança no hemisfério ocidental para enfrentar redes criminosas ligadas ao narcotráfico e ao crime organizado.
Nesse contexto, o acordo entre Brasil e Bolívia é visto como parte de um movimento regional para ampliar a cooperação entre países da América do Sul no enfrentamento dessas organizações.
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