Tião minimiza crise na Câmara, chama reação de “mimimi” e sai em defesa de Wanderley
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 20/03/2026
Vice-prefeito de Várzea Grande sai em defesa do presidente da Câmara após declaração polêmica e tenta reduzir impacto político do caso envolvendo a prefeita.
O vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), entrou no centro da crise política envolvendo a Câmara Municipal ao sair em defesa do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB), após a repercussão negativa de uma fala direcionada à prefeita Flávia Moretti (PL).
Ao comentar o episódio, Tião classificou a reação como “mimimi” e afirmou que a declaração do vereador foi interpretada de forma exagerada. Segundo ele, o termo utilizado por Wanderley teria sido empregado no sentido de “puxar saco”, sem a intenção de ofender diretamente a prefeita.
A declaração do vice-prefeito amplia a tensão política em Várzea Grande, que já vinha sendo alimentada por críticas, pedidos de retratação e até manifestações públicas de repúdio.
O caso teve origem durante uma sessão da Câmara, quando Wanderley utilizou o termo “leitear” ao se referir à atuação de um vereador em relação à prefeita — expressão que gerou forte repercussão e foi considerada ofensiva por diferentes setores.
A fala provocou reações imediatas no meio político e institucional, com entidades e lideranças classificando o episódio como inadequado e, em alguns casos, apontando possível violência política de gênero.
Ao tentar reduzir o impacto da crise, Tião reforçou que não houve intenção de ataque pessoal, mas sua declaração acabou adicionando mais um elemento ao embate político, especialmente pelo uso do termo “mimimi”, que costuma carregar forte conotação de deslegitimação de críticas.
Nos bastidores, a avaliação é de que o episódio expõe fissuras na relação entre Executivo e Legislativo no município, além de aumentar a pressão sobre a condução política da Câmara.
O caso ultrapassa o campo da retórica e passa a ter implicações institucionais. Há discussões sobre possíveis medidas formais contra o vereador, enquanto o episódio também reforça o debate sobre limites do discurso político e respeito entre autoridades.
Além disso, a crise ocorre em um momento sensível, com disputas internas e rearranjos políticos já em curso visando os próximos ciclos eleitorais.
A tendência é que o caso continue repercutindo nos próximos dias, com possíveis manifestações oficiais, novas declarações e até encaminhamentos formais no âmbito da Câmara.
O episódio também deve seguir como pauta central no debate político local, com impacto direto na relação entre os poderes e na opinião pública.
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