Abílio minimiza denúncia sobre Mounjaro em UPA e diz: “recomendar é diferente de vender”
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 26/03/2026
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), minimizou a denúncia de que uma médica da rede pública teria tentado vender o medicamento Mounjaro dentro de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Capital. Segundo ele, é necessário distinguir entre recomendação médica e comercialização irregular.
A declaração ocorre após o caso ganhar repercussão nos últimos dias, quando uma paciente interrompeu uma agenda oficial do prefeito para relatar a situação publicamente. O episódio aconteceu durante a inauguração de uma unidade de saúde no bairro Pedregal, em Cuiabá.
Na ocasião, a paciente afirmou que procurou atendimento na UPA após sentir dores recorrentes e que, durante a consulta, a médica teria sugerido a compra do medicamento Mounjaro — conhecido pelo uso no tratamento de diabetes tipo 2 e também associado à perda de peso.
Diante da repercussão, Abílio ponderou que a simples indicação do medicamento não configura, necessariamente, uma irregularidade. “Recomendar é diferente de vender”, destacou o prefeito, ao comentar o caso.
Apesar do tom mais cauteloso, o chefe do Executivo municipal manteve a determinação de apuração. Logo após a denúncia, ele chegou a afirmar que acompanharia a paciente até a delegacia para registro de boletim de ocorrência e que, se confirmada a irregularidade, a profissional poderia ser afastada da rede municipal.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), que informou que vai solicitar informações oficiais à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde para verificar possível infração ética.
O episódio gerou desgaste para a gestão municipal, especialmente por envolver a área da saúde — uma das mais sensíveis e com maior cobrança da população. A fala mais recente de Abílio sinaliza uma tentativa de reduzir a tensão, sem recuar da investigação.
A denúncia ainda levanta questionamentos sobre condutas dentro da rede pública, principalmente no que diz respeito à relação entre orientação médica e possíveis interesses comerciais — prática que, se confirmada, pode configurar infração ética grave.
O desfecho do caso dependerá das apurações conduzidas tanto pela Prefeitura quanto pelos órgãos de controle, em um cenário que segue sob forte atenção pública.
Baixada Cuiabana
Wanderley levanta suspeitas sobre origem de áudios e diz que caso depende da Justiça
Vereadora critica alteração “de última hora” e se posiciona contra reeleição de Paula Calil
Flávia reage a críticas e defende volta de radares em Várzea Grande: “é questão de segurança”
PUBLICIDADE
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Flávio Bolsonaro abre jogo sobre alianças em MT e manda recado: “Todos os apoios são bem-vindos”
Rondonópolis amplia videomonitoramento e instala mais 160 câmeras em pontos estratégicos
Wanderley levanta suspeitas sobre origem de áudios e diz que caso depende da Justiça
