Abílio enfrenta servidores e diz que revisão da insalubridade é exigência legal
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 31/03/2026
Em meio à pressão de servidores municipais, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, afirmou que a revisão no pagamento do adicional de insalubridade não é uma decisão política, mas uma exigência legal que precisa ser cumprida pela administração.
A declaração foi feita durante diálogo direto com trabalhadores, em um momento de tensão marcado por protestos e questionamentos sobre possíveis perdas salariais. Parte da categoria reclama de reduções no benefício, especialmente entre profissionais da saúde.
Segundo o prefeito, as mudanças seguem determinações legais e estão baseadas em critérios técnicos, incluindo laudos que avaliam as condições reais de trabalho. Ele argumenta que o município está apenas cumprindo regras impostas por órgãos de controle e decisões judiciais.
O tema ganhou força após alterações recentes na legislação municipal que redefiniram o cálculo e os critérios para concessão da insalubridade. A norma estabelece percentuais de 10%, 20% e 40%, conforme o grau de exposição ao risco, além de exigir avaliação técnica para concessão do benefício.
Nos bastidores, a gestão sustenta que pagamentos anteriores estavam fora dos parâmetros legais, o que poderia gerar impacto significativo nas contas públicas. Estimativas apontam que irregularidades no pagamento do benefício chegaram a causar prejuízos milionários ao sistema de saúde, com impacto anual elevado.
Apesar da justificativa, o clima entre servidores segue tenso. Categorias afetadas cobram revisão das medidas e maior diálogo com a prefeitura, enquanto a gestão tenta equilibrar a pressão política com a necessidade de cumprir exigências legais e fiscais.
O episódio expõe mais um capítulo da relação delicada entre o Executivo municipal e o funcionalismo público, em um cenário que mistura ajustes administrativos, impacto financeiro e desgaste político.
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