“Respeito não impede crítica”, diz Pivetta ao comentar relação com Lula
Política POR: Redação
POSTADO EM: 02/04/2026
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), sinalizou qual será a linha de relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): respeito institucional, mas sem abrir mão de críticas à condução do governo federal. A declaração ocorre em meio ao início de sua gestão e já delimita o tom político que deve marcar a relação entre o Palácio Paiaguás e o Planalto.
Ao comentar uma possível visita de Lula ao Estado, Pivetta afirmou que irá recebê-lo com respeito, reconhecendo a autoridade do cargo, mas deixou claro que a postura não representa alinhamento automático. Segundo ele, a convivência institucional não impede posicionamentos firmes diante de decisões que impactam Mato Grosso.
A fala reforça um padrão que vem sendo adotado pelo novo chefe do Executivo estadual desde que assumiu o comando do governo: equilíbrio entre diálogo e independência política. Nos bastidores, a estratégia é vista como uma continuidade da linha adotada pela gestão anterior, marcada por distanciamento crítico em relação à União, especialmente em temas ligados a infraestrutura e repasses federais.
Em outras declarações recentes, Pivetta já havia endurecido o discurso ao afirmar que Mato Grosso não pode depender do governo federal para avançar em obras estruturantes, defendendo autonomia administrativa e capacidade própria de investimento.
O posicionamento também ocorre em um momento sensível, com discussões envolvendo projetos estratégicos para o Estado, como obras logísticas e demandas incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que ainda enfrentam entraves e atrasos. A cobrança por maior efetividade da União tem sido recorrente entre lideranças locais.
Mesmo com críticas, o governador evita sinalizar ruptura institucional. Pelo contrário, a orientação é manter canais abertos com Brasília, priorizando o diálogo quando houver convergência de interesses, mas sem recuar em pautas consideradas prioritárias para o desenvolvimento regional.
A postura de Pivetta evidencia um movimento político calculado: preservar a relação institucional com o governo federal, ao mesmo tempo em que se posiciona de forma crítica para reforçar autonomia e protagonismo do Estado no cenário nacional.
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