Valdemar surpreende, elogia indicado de Lula ao STF e prevê aprovação no Senado
Rapidinhas POR: Redação
POSTADO EM: 02/04/2026
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, surpreendeu ao adotar um tom conciliador ao comentar a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo à frente de um partido de oposição, ele avaliou que o nome escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser aprovado sem dificuldades pelo Senado.
A declaração explicita o peso político do governo federal no Congresso e reforça a leitura de que, apesar das resistências, a base aliada de Lula mantém maioria suficiente para garantir a aprovação da indicação. “Aprova”, resumiu Valdemar, ao avaliar o cenário no Senado, destacando que não vê obstáculos relevantes para o avanço do nome de Messias.
Mesmo reconhecendo que Jorge Messias é alinhado ao PT, o dirigente do PL adotou um tom pragmático ao afirmar que o presidente da República tem o direito de escolher um nome de sua confiança para a Suprema Corte. Na avaliação dele, o ministro da AGU está entre os melhores quadros disponíveis dentro do círculo político de Lula.
A fala ganha relevância por partir de uma das principais lideranças do campo conservador e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que evidencia uma leitura política que vai além da polarização. Nos bastidores, o posicionamento é interpretado como reconhecimento da correlação de forças no Congresso, onde o governo mantém vantagem numérica.
Apesar do elogio, Valdemar deixou claro que não pretende interferir diretamente na posição dos senadores do PL durante a sabatina e votação. Ainda assim, admitiu que a maioria da bancada do partido é contrária ao nome indicado — o que, na prática, não deve impedir a aprovação, diante da maioria governista.
A indicação de Jorge Messias ao STF ocorre meses após o anúncio inicial feito por Lula e foi formalizada em meio a articulações políticas e resistências internas no Senado. O nome ainda precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para votação no plenário da Casa.
O movimento reforça a estratégia do governo federal de consolidar sua influência institucional no Judiciário, ao mesmo tempo em que testa a capacidade de articulação política no Congresso. A sinalização de aprovação antecipada, inclusive por adversários, indica que o Planalto chega fortalecido a mais uma etapa decisiva de sua agenda.
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