“Muita canelada e pouca proposta”: Russi faz alerta sobre eleição de 2026 em MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 06/04/2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), acendeu o alerta sobre o rumo da disputa pelo Governo do Estado e classificou o início da pré-campanha como “quente e com muita canelada”.
A declaração evidencia o clima de tensão que já domina os bastidores políticos, mesmo antes da oficialização das candidaturas para as eleições de 2026. Segundo o parlamentar, o tom adotado até agora preocupa e pode comprometer o nível do debate ao longo do processo eleitoral.
“Começou quente e com muita canelada”, afirmou Russi ao comentar os embates públicos entre pré-candidatos, sinalizando que o cenário tende a se intensificar nos próximos meses.
Sem citar nomes diretamente, o deputado criticou a troca de ataques e defendeu uma mudança de postura por parte das lideranças políticas. Para ele, o foco deveria estar na construção de propostas concretas para o futuro de Mato Grosso, e não em confrontos antecipados.
Russi foi além e apontou uma lacuna que, na avaliação dele, já deveria estar sendo preenchida: a ausência de discussão sobre planos de governo. Segundo o presidente da Assembleia, até o momento não há um debate estruturado envolvendo a sociedade civil ou os setores produtivos do Estado.
“Não estou vendo ninguém discutir plano de governo”, afirmou, ao destacar que o prazo para apresentação dessas propostas é curto e exige mobilização imediata dos pré-candidatos.
O parlamentar também defendeu que o ambiente político seja “arefecido”, permitindo um debate mais qualificado e centrado em soluções reais para os desafios do Estado — como infraestrutura, saúde, desenvolvimento regional e equilíbrio fiscal.
Nos bastidores, a avaliação é de que a antecipação da disputa reflete o peso das eleições de 2026, que vão definir não apenas o novo governador, mas também a composição do Senado e das bancadas legislativas.
O cenário já reúne nomes de peso da política estadual, como Otaviano Pivetta, Jayme Campos e Wellington Fagundes, o que ajuda a explicar o acirramento precoce da disputa.
A fala de Russi, no entanto, reposiciona o debate ao cobrar maturidade política e responsabilidade institucional — em um momento em que a pré-campanha ainda engatinha, mas já dá sinais de que poderá ser marcada por confronto direto e alta polarização.
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