Cuiabá, 2026-06-07T16:09:40

Flávia reage com ironia, rejeita sucessão e amplia embate com Câmara

Flávia reage com ironia, rejeita sucessão e amplia embate com CâmaraBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 06/04/2026

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Sem vice-prefeito e em meio a confronto com o Legislativo, prefeita endurece posição sobre sucessão e eleva temperatura política em Várzea Grande.

A crise política em Várzea Grande ganhou um novo capítulo após a prefeita Flávia Moretti adotar um tom duro ao tratar da sucessão no comando do município. Sem vice-prefeito após a renúncia de Tião da Zaeli, a gestora rejeitou publicamente a possibilidade de o presidente da Câmara assumir o Executivo.

A declaração foi direta e carregada de ironia: segundo a prefeita, o chefe do Legislativo só assumiria a Prefeitura “se ela morrer”, frase que rapidamente repercutiu nos bastidores políticos e ampliou o clima de tensão institucional.

O posicionamento ocorre em um cenário de vacância inédita na vice-prefeitura, o que naturalmente coloca o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, como figura central na linha sucessória — possibilidade que vem sendo rechaçada pela chefe do Executivo.

Flávia foi enfática ao esclarecer que não reconhece o parlamentar como substituto direto. Segundo ela, o cargo de vice-prefeito está oficialmente vago e não há transferência automática dessa função ao Legislativo.

A fala também expõe um conflito político já instalado entre os dois poderes. A relação entre a prefeita e o presidente da Câmara vem sendo marcada por embates públicos, denúncias e troca de acusações — um cenário que se agravou nos últimos dias com episódios considerados ofensivos e judicializados.

Nos bastidores, a leitura é de que a declaração não foi apenas retórica. Ela sinaliza uma tentativa de controle político sobre a narrativa da sucessão e, ao mesmo tempo, reforça a resistência da prefeita em dividir protagonismo institucional em meio a um ambiente de instabilidade.

A crise se intensifica justamente após o rompimento com o ex-vice, que deixou o cargo alegando divergências na condução da gestão. A saída abriu espaço para disputas internas e aumentou o grau de imprevisibilidade na administração municipal.

O episódio revela um cenário de tensão prolongada, com impactos diretos na governabilidade e na relação entre Executivo e Legislativo. Ao endurecer o discurso, Flávia eleva o tom político e antecipa um período de maior confronto institucional — com reflexos que podem ultrapassar a gestão atual e influenciar o ambiente eleitoral nos próximos anos.

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