Novo Plano Diretor mira “cidade mais verde” e prevê transformação urbana em Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 14/04/2026
Proposta apresentada pela prefeitura prevê expansão da arborização, metas progressivas e reestruturação urbana com foco em sustentabilidade e qualidade de vida.
Em meio ao avanço das temperaturas e aos desafios urbanos históricos, a Prefeitura de Cuiabá decidiu colocar a arborização no centro da estratégia de desenvolvimento da capital. A proposta, inserida no novo Plano Diretor, aposta em um redesenho da cidade com foco ambiental e prevê o plantio de milhares de árvores nos próximos anos como medida concreta para reduzir o calor e melhorar a qualidade de vida da população.
O projeto foi apresentado pelo prefeito Abilio Brunini e estabelece metas ambiciosas: já no curto prazo, entre 2026 e 2029, a previsão é plantar cerca de 20 mil árvores em diferentes regiões da cidade. A iniciativa integra um plano mais amplo que pretende transformar Cuiabá em um ambiente urbano mais sustentável, com ruas sombreadas, ampliação de áreas verdes e requalificação dos espaços públicos.
A estratégia vai além do paisagismo. A gestão municipal busca enfrentar diretamente um dos principais problemas urbanos da capital: as chamadas “ilhas de calor”, fenômeno intensificado pela urbanização desordenada e pela redução de áreas verdes. A meta é ampliar em 5% ao ano a cobertura vegetal da cidade, promovendo impacto direto no microclima urbano e reduzindo a sensação térmica.
O plano também incorpora conceitos modernos de urbanismo, como a chamada “infraestrutura verde-azul”, que combina arborização, drenagem sustentável e recuperação ambiental. A proposta dialoga com uma visão de cidade voltada para as pessoas, incluindo incentivo à mobilidade ativa, valorização do Centro Histórico e criação de espaços urbanos mais funcionais e acessíveis.
No horizonte de longo prazo, a meta é ainda mais ousada: alcançar cobertura arbórea total em Cuiabá até 2050, com impacto direto na saúde ambiental e na qualidade de vida da população. A gestão municipal argumenta que a iniciativa é uma resposta a décadas de crescimento desordenado, ocupações irregulares e degradação ambiental que contribuíram para tornar a capital uma das mais quentes do país.
Durante a apresentação, o prefeito também fez críticas ao modelo de ocupação urbana consolidado ao longo dos anos, apontando práticas como impermeabilização do solo e degradação de áreas naturais como fatores que agravaram o cenário climático local. Segundo ele, o novo plano busca não apenas expandir áreas verdes, mas reorganizar a cidade sob uma lógica mais sustentável e resiliente.
A proposta ainda prevê desdobramentos em políticas específicas, que deverão detalhar a execução das ações previstas no Plano Diretor. A expectativa da gestão é que a arborização deixe de ser uma ação pontual e passe a integrar de forma estruturada o planejamento urbano da capital.
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