PL aciona Justiça contra Janaina Riva e irmã por pedido de votos fora do prazo
Política POR: Redação
POSTADO EM: 14/04/2026
Partido Liberal aponta propaganda eleitoral antecipada e pede retirada imediata de conteúdo divulgado nas redes sociais.
A disputa política em Mato Grosso ganhou um novo capítulo com a judicialização de um episódio envolvendo a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e sua irmã, Jéssica Riva. O Partido Liberal (PL) ingressou com representação na Justiça Eleitoral acusando ambas de promover propaganda antecipada, com pedido explícito de votos fora do período permitido pela legislação.
A ação foi protocolada pelo presidente estadual do PL, Ananias Filho, e também inclui o pré-candidato a deputado federal Claudecir Roque Contreira. O foco da denúncia é um vídeo divulgado nas redes sociais, no qual Jéssica Riva aparece se apresentando como pré-candidata e faz um apelo direto ao eleitorado. Em um dos trechos, ela afirma: “quero pedir também humildemente o voto de cada um de vocês”, o que, segundo o partido, configura irregularidade eleitoral.
Para o PL, o conteúdo ultrapassa os limites permitidos antes do período oficial de campanha, já que a legislação eleitoral autoriza manifestações políticas, mas proíbe o pedido explícito de voto nesse estágio do calendário. A sigla sustenta ainda que o material evidencia uma estratégia conjunta entre os envolvidos, sugerindo uma possível “dobradinha” eleitoral, prática comum em eleições proporcionais.
Outro ponto destacado na representação é o alcance do vídeo, que teria registrado milhares de visualizações em poucos dias, ampliando o potencial impacto eleitoral da mensagem. Na avaliação do partido, esse fator reforça a necessidade de intervenção imediata da Justiça para evitar desequilíbrio na disputa.
Diante disso, o PL pede a concessão de liminar para retirada do conteúdo no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária, além da eventual aplicação de sanções previstas na legislação eleitoral. O caso será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), que deverá decidir se houve, de fato, violação das regras de प्रचार antecipado.
Nos bastidores, o episódio expõe o acirramento precoce da disputa eleitoral no Estado, especialmente entre grupos que já se movimentam de olho em 2026. A judicialização de atos de pré-campanha tem se tornado cada vez mais comum, refletindo um ambiente político mais competitivo e atento aos limites legais impostos pelo calendário eleitoral.
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