Max e Abílio entram em campo para evitar despejo de centenas de famílias em Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 17/04/2026
Diante do risco iminente de despejo de centenas de famílias em Cuiabá, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), e o prefeito Abílio Brunini (PL) se reuniram com moradores de condomínios da capital em uma tentativa de construir uma saída negociada para o impasse judicial.
O encontro ocorre em meio à crescente pressão social provocada pela possibilidade de retirada forçada de famílias que vivem há décadas nos imóveis. O caso envolve unidades habitacionais vinculadas a uma massa falida, cuja posse foi arrematada em leilão judicial, abrindo caminho para ações de reintegração.
Durante a reunião, Max Russi reforçou a estratégia de buscar uma solução conciliatória, evitando o que classificou como um possível “caos social”. A Assembleia Legislativa já atua no processo como amicus curiae — instrumento jurídico que permite participação para contribuir com a decisão judicial — com foco em garantir o direito à moradia e evitar a retirada em massa das famílias.
A estimativa é de que entre 500 e 650 famílias sejam diretamente impactadas, muitas delas residentes nos condomínios há mais de 20 anos, o que amplia o peso social e político da decisão.
A atuação conjunta entre Executivo municipal e Legislativo estadual sinaliza uma tentativa de dar resposta institucional rápida ao problema, que ganhou forte repercussão pública. A presença do prefeito na articulação indica preocupação com os efeitos sociais de um eventual despejo em larga escala.
Além da mediação, Russi também trabalha na construção de um canal direto com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, buscando suspender ou ao menos postergar a ordem de despejo até que uma solução negociada seja construída. A aposta é no diálogo como caminho para equilibrar o direito de propriedade com a função social da moradia.
O caso expõe um dos temas mais sensíveis da política urbana: o conflito entre decisões judiciais e o impacto social direto sobre populações vulneráveis. Com o avanço do processo, a expectativa é de que novas rodadas de negociação ocorram nos próximos dias, enquanto cresce a pressão por uma solução que evite o deslocamento forçado de centenas de famílias.
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