Cuiabá, 2026-07-22T18:16:59

Lula defende controle das redes para evitar interferência externa nas eleições

Lula defende controle das redes para evitar interferência externa nas eleiçõesPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 17/04/2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a regulação das redes sociais como medida estratégica para proteger o processo eleitoral brasileiro, ao alertar para o risco de interferência externa em um cenário cada vez mais influenciado pelo ambiente digital.

A declaração foi feita durante agenda internacional na Espanha, após reunião com o primeiro-ministro Pedro Sánchez. Na ocasião, Lula afirmou que o país precisa avançar na criação de regras mais rígidas para plataformas digitais, com o objetivo de garantir soberania nacional e impedir o que classificou como “intromissão de fora”, especialmente em anos eleitorais.

O presidente reforçou que o governo acompanha o movimento global de regulamentação das big techs e indicou que novas medidas devem ser adotadas. Segundo ele, iniciativas recentes — como o chamado “ECA Digital” — representam apenas o início de um processo mais amplo de controle e responsabilização no ambiente virtual.

Durante o discurso, Lula também elevou o tom contra as grandes plataformas tecnológicas, alertando para o risco de concentração de poder nas mãos de empresas globais. Na avaliação do presidente, a ausência de regras pode abrir espaço para uma espécie de “colonialismo digital”, em que dados e informações dos países são explorados com impacto direto na política e na economia.

O posicionamento ocorre em um momento de crescente preocupação internacional com a influência das redes sociais nos processos democráticos. O avanço da inteligência artificial, aliado à disseminação de desinformação em larga escala, tem levado governos a discutir mecanismos mais rigorosos de controle e fiscalização.

No Brasil, o tema ganha ainda mais relevância com a aproximação das eleições de 2026, quando o ambiente digital deve desempenhar papel decisivo nas campanhas e na formação da opinião pública. A proposta de regulação, no entanto, segue dividindo opiniões entre setores que defendem maior controle e aqueles que alertam para possíveis impactos sobre a liberdade de expressão.

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