Comerciantes da Rua 13 relatam pior ano da história e queda drástica nas vendas em Cuiabá
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 20/04/2026
O cenário no coração comercial de Cuiabá acendeu um alerta entre empresários. Comerciantes da tradicional Rua 13 de Junho relatam uma forte queda nas vendas e classificam o momento atual como um dos piores já enfrentados pelo setor nos últimos anos.
De acordo com lojistas da região, o movimento de clientes caiu drasticamente, impactando diretamente o faturamento. A percepção generalizada é de que 2026 tem sido um ano atípico e negativo, com desempenho abaixo até mesmo de períodos historicamente considerados difíceis para o comércio local.
Entre os principais fatores apontados está a mudança no fluxo da região central, somada a dificuldades de acesso, redução na circulação de consumidores e alterações promovidas pelo poder público que, segundo empresários, não tiveram o efeito esperado de impulsionar as vendas.
Levantamentos recentes reforçam esse cenário. Pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá) já havia apontado que cerca de 59% dos comerciantes registraram queda nas vendas após mudanças na dinâmica da Rua 13, mesmo com aumento no fluxo de pessoas, o que evidencia que circulação não tem se convertido em consumo efetivo.
Além disso, o comércio do Centro vem acumulando sinais de desgaste. Em outras regiões próximas, empresários chegaram a relatar perdas ainda mais expressivas, com redução de até 80% no movimento em determinados períodos, refletindo um cenário mais amplo de retração econômica e mudança de comportamento do consumidor.
Na avaliação de comerciantes, fatores como dificuldade de estacionamento, presença crescente de vendedores informais e a migração de consumidores para outras regiões da cidade ou para o comércio online também contribuem para o enfraquecimento do polo tradicional.
O sentimento predominante é de incerteza. Muitos empresários afirmam que têm buscado alternativas para manter os negócios, desde promoções até mudanças na forma de atendimento, mas ainda sem resultados suficientes para reverter o quadro.
Nos bastidores, cresce a cobrança por medidas mais efetivas do poder público para reaquecer o comércio central. Entre as reivindicações estão melhorias na mobilidade urbana, mais segurança, organização do espaço urbano e estratégias que incentivem a permanência do consumidor na região.
A situação da Rua 13 de Junho, considerada um dos principais corredores comerciais da capital, expõe um desafio maior: a necessidade de adaptação do comércio tradicional diante de novas dinâmicas econômicas e urbanas. Sem soluções estruturais, o risco, segundo empresários, é de esvaziamento ainda maior de uma área historicamente vital para a economia cuiabana.
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