Max propõe lei para devolver Hospital Júlio Müller a Cuiabá e encerrar impasse político
Política POR: Redação
POSTADO EM: 22/04/2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (Podemos), anunciou que irá apresentar um projeto de lei para devolver a área do Hospital Universitário Júlio Müller ao município de Cuiabá, em uma tentativa de encerrar o impasse político e institucional que se formou em torno do tema.
A proposta surge após forte repercussão e desgaste entre lideranças políticas, especialmente após a aprovação de uma medida que alterou os limites territoriais e acabou vinculando a área do hospital ao município de Santo Antônio de Leverger. A mudança gerou reação imediata do prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL), que questionou a decisão e cobrou diálogo institucional.
Diante do cenário de tensão, Russi sinalizou uma correção de rota. Segundo ele, o objetivo do novo projeto é “resolver esse imbróglio” e restabelecer a segurança jurídica sobre a área, evitando novos conflitos administrativos e políticos.
Nos bastidores, a avaliação é de que a medida busca não apenas corrigir um possível equívoco legislativo, mas também conter o desgaste público gerado pela disputa entre Executivo municipal e Parlamento estadual. O caso rapidamente ganhou dimensão política, com troca de declarações e críticas sobre a condução do processo.
O Hospital Júlio Müller é considerado uma estrutura estratégica para a saúde pública da Capital e do Estado, o que amplia o peso da discussão. A definição sobre sua vinculação territorial impacta diretamente questões de gestão, financiamento e organização da rede de atendimento.
A crise chegou ao ponto de expor divergências públicas entre Russi e o prefeito Abilio, que chegou a afirmar que parte do território de Cuiabá teria sido transferida sem diálogo. O episódio elevou o tom do debate e colocou o tema no centro da agenda política local.
Com a nova proposta, o presidente da Assembleia tenta construir uma saída institucional para o impasse, sinalizando disposição para recompor o diálogo com a Prefeitura e evitar que a disputa avance para o campo jurídico.
A movimentação também revela a sensibilidade política do tema em um momento em que lideranças buscam preservar capital político e evitar desgastes desnecessários. A solução do caso, agora, passa pela tramitação do novo projeto e pela capacidade de articulação entre os poderes para garantir um desfecho consensual.
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