Mauro ironiza promessa da picanha e dispara críticas à economia do governo Lula
Política POR: Redação
POSTADO EM: 27/04/2026
O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), voltou a subir o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar o cenário econômico nacional. Em declaração pública, Mauro ironizou uma das promessas simbólicas associadas à campanha petista e afirmou que o brasileiro “não está comendo picanha”, em referência ao custo de vida e à perda de poder de compra das famílias.
A fala ocorre em meio ao acirramento do debate político nacional e ao movimento de lideranças conservadoras que buscam ocupar espaço no tabuleiro de 2026. Aliado de setores da direita e próximo de nomes ligados ao bolsonarismo, Mauro aproveitou o tema econômico para criticar a condução do governo federal e reforçar o discurso de oposição.
Segundo ele, a realidade enfrentada pela população está distante da narrativa de melhora econômica. Mauro citou o peso dos juros elevados, o aumento do endividamento das famílias e o crescimento da dívida pública como sinais de alerta para o país. O ex-governador mencionou que a dívida brasileira fechou 2025 em cerca de R$ 8,6 trilhões, número que pressiona o ambiente fiscal e afeta expectativas do mercado.
Na avaliação do ex-chefe do Executivo estadual, a insatisfação popular tende a crescer quando a renda não acompanha os preços e o crédito fica mais caro. O argumento acompanha críticas recorrentes feitas por opositores de Lula, que apontam dificuldades no consumo, no custo dos alimentos e no orçamento doméstico.
A declaração também tem peso político regional. Mauro segue como uma das principais lideranças do União Brasil em Mato Grosso e mantém influência direta no debate sucessório estadual. Suas manifestações costumam repercutir entre aliados e podem impactar a formação de blocos para as eleições de 2026.
O discurso mira dois públicos ao mesmo tempo: o eleitor conservador, crítico ao PT, e setores produtivos preocupados com juros, tributação e estabilidade econômica. Mato Grosso, estado fortemente ligado ao agronegócio, costuma responder com atenção a pautas relacionadas à economia nacional.
Enquanto o governo federal destaca programas sociais, geração de empregos e crescimento da atividade econômica, opositores intensificam críticas sobre inflação de alimentos, endividamento e carga de gastos públicos. Nesse cenário, a fala de Mauro amplia a temperatura política e antecipa a disputa narrativa que deve marcar os próximos anos.
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