Botelho apoia Pivetta e defende teto de 10% para emendas destinadas a shows em MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 27/04/2026
O deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) saiu em defesa da proposta do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) de limitar a destinação de emendas parlamentares para shows e eventos festivos em Mato Grosso. A medida prevê que apenas 10% da parcela livre das emendas possa ser usada para esse tipo de finalidade, numa sinalização clara de prioridade para áreas consideradas essenciais, como saúde e infraestrutura.
Ao comentar o tema, Botelho afirmou que o governo age corretamente ao impor um “freio de arrumação” nos gastos com entretenimento financiados por recursos públicos. O parlamentar reconheceu que, embora existissem regras anteriores, houve distorções e falta de controle na aplicação das verbas destinadas a festas em alguns municípios.
Pelo novo entendimento costurado entre Executivo e Assembleia Legislativa, metade das emendas impositivas continuará obrigatoriamente destinada à saúde. Dos 50% restantes, classificados como recursos livres, somente uma fração de 10% poderá ser canalizada para shows e festividades. Na prática, o espaço para eventos será drasticamente reduzido a partir do próximo exercício orçamentário.
A declaração de Botelho também tem peso político. Presidente de grande influência no Parlamento estadual e nome recorrente nas articulações eleitorais, ele sinaliza alinhamento com Pivetta em uma pauta sensível que mistura responsabilidade fiscal e apelo popular. Nos bastidores, o gesto é interpretado como fortalecimento do governador interino dentro da base governista.
O tema ganhou repercussão porque envolve uma prática comum em anos anteriores: o uso de emendas parlamentares para bancar grandes atrações musicais e festas regionais. Embora esses eventos movimentem a economia local e atraiam turismo, críticos argumentam que o dinheiro público deve priorizar hospitais, estradas, creches e serviços básicos.
Pivetta já havia endurecido o discurso ao afirmar que não concorda com a liberação indiscriminada de recursos para shows enquanto municípios ainda enfrentam dificuldades em áreas essenciais. A criação de novas regras busca justamente evitar desgaste político e concentrar investimentos em demandas mais urgentes.
Com o apoio público de Botelho, a proposta ganha musculatura política para avançar sem grande resistência na Assembleia. O debate agora se concentra em como o teto será regulamentado e fiscalizado, além de quais critérios serão adotados para exceções e eventos de interesse cultural ou turístico.
A movimentação revela um novo momento na relação entre Executivo e Legislativo: menos margem para gastos festivos e maior cobrança por resultados concretos à população.
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