Wellington reage a Pivetta e acusa governador de buscar atenção com fala sobre “negociatas”
Política POR: Redação
POSTADO EM: 28/04/2026
A disputa pelo Palácio Paiaguás ganhou novos capítulos após o senador Wellington Fagundes (PL) rebater declarações do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) sobre supostas “negociatas” envolvendo um parlamentar. Pré-candidato ao Governo do Estado, Wellington classificou a fala como uma tentativa de ganhar visibilidade política.
A reação veio após Pivetta afirmar, durante evento no interior, que o Executivo estadual não aceita esse tipo de prática e que “senador não ousa ir ao Governo propor negociata”, sem citar nomes diretamente. A declaração foi interpretada nos bastidores como um recado político em meio ao avanço das articulações para as eleições de 2026.
Wellington Fagundes não apenas rejeitou a insinuação, como também afirmou que esse tipo de acusação não é novidade no cenário político mato-grossense. Segundo ele, episódios semelhantes ocorreram ainda na disputa eleitoral de 2014, quando Pivetta atuava como coordenador de campanha de Pedro Taques.
O senador relembrou que, à época, chegou a adotar medidas para tentar rebater publicamente as acusações, incluindo a abertura voluntária de informações pessoais, em um movimento para demonstrar transparência. Ainda assim, segundo ele, o episódio não teve desdobramento.
Na avaliação de Wellington, o atual discurso amplia o alcance das críticas ao atingir não apenas sua figura, mas também outras instituições. Ele afirmou que a fala de Pivetta acaba colocando sob suspeita o Congresso Nacional e gestores municipais, o que classificou como exagero e falta de responsabilidade política.
Apesar do embate, o senador sinalizou que não pretende transformar a disputa em um confronto direto neste momento. A estratégia, segundo ele, será intensificar agendas no interior, dialogar com lideranças regionais e consolidar sua pré-candidatura com foco no eleitorado.
O episódio evidencia o acirramento antecipado da corrida eleitoral em Mato Grosso. Mesmo antes do início oficial da campanha, declarações públicas e trocas de críticas já indicam um cenário de forte polarização, com grupos políticos se posicionando e testando discursos.
A tendência é que o tom das declarações aumente nos próximos meses, à medida que pré-candidatos buscam espaço, visibilidade e diferenciação no debate público. O confronto entre Wellington e Pivetta sinaliza que a disputa pelo governo deve ser marcada por embates diretos e estratégias de desgaste político.
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