Cuiabá, 2026-06-07T16:24:11

Max Russi pressiona Ministério da Saúde e cobra mais repasses para municípios de MT

Max Russi pressiona Ministério da Saúde e cobra mais repasses para municípios de MTPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 29/04/2026

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), elevou o tom contra a defasagem no financiamento da saúde pública e cobrou do Ministério da Saúde aumento imediato nos repasses destinados aos municípios. Segundo ele, as prefeituras vivem uma sobrecarga financeira crescente ao assumir programas federais sem a contrapartida necessária da União.

A cobrança foi feita durante reunião da Comissão de Saúde da Assembleia. No encontro, Russi afirmou que gestores municipais estão sendo obrigados a “fechar contas no limite”, enquanto tentam manter serviços essenciais funcionando em meio à alta demanda da população.

De acordo com o parlamentar, muitos programas criados em âmbito federal exigem participação financeira das prefeituras, mas os valores repassados não acompanham os custos reais da operação. Na prática, os municípios acabam bancando parte expressiva da estrutura, comprometendo recursos que poderiam ser aplicados em outras áreas prioritárias.

Nos bastidores políticos, a fala de Max Russi ecoa uma reclamação antiga de prefeitos mato-grossenses: a descentralização de responsabilidades sem o envio proporcional de recursos. Esse cenário pesa principalmente sobre cidades médias e pequenas, que dependem fortemente de transferências estaduais e federais para manter postos de saúde, equipes médicas e programas continuados.

Russi também lembrou que, antes da atualização realizada em 2023, os valores federais passaram cerca de oito anos sem reajuste. Para ele, o atraso criou uma distorção grave entre o que é exigido dos municípios e o que efetivamente chega aos cofres públicos.

Ex-prefeito de Jaciara, o deputado argumentou que conhece de perto a realidade administrativa enfrentada por quem está na ponta do sistema. Segundo ele, a dificuldade diária dos gestores é garantir atendimento sem interromper serviços, mesmo com orçamento apertado.

O presidente da ALMT revelou ainda que já tratou do tema com o governador em exercício Otaviano Pivetta, que teria sinalizado apoio para ampliar a participação do Estado onde houver necessidade, desde que o governo federal também faça sua parte.

Outro ponto levantado por Russi foi o desempenho de Mato Grosso em indicadores nacionais de saúde. Ele classificou como incômoda a posição do estado e defendeu mais investimentos para melhorar atendimento, estrutura hospitalar e cobertura nos municípios.

A movimentação tem peso político relevante. Em ano pré-eleitoral, saúde pública costuma se transformar em um dos temas centrais do debate, especialmente quando envolve filas, falta de estrutura e dificuldades enfrentadas pelos prefeitos.

Com a cobrança formalizada, cresce a pressão para que Brasília reveja os repasses e reequilibre o pacto federativo na saúde. Enquanto isso, municípios seguem sustentando a conta de um sistema cada vez mais exigido.

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