Governo anuncia novo Desenrola com FGTS e promessa de aliviar milhões de brasileiros
Rapidinhas POR: Redação
POSTADO EM: 04/05/2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira (4) um novo pacote de medidas voltado à renegociação de dívidas das famílias brasileiras, em uma tentativa de aliviar o peso do endividamento e estimular a economia. O programa, que reformula iniciativas anteriores, chega com promessa de juros mais baixos, descontos expressivos e ampliação do acesso ao crédito.
Batizado de “Desenrola 2.0”, o plano prevê a renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e até financiamentos estudantis, como o Fies. A proposta inclui redução significativa das taxas de juros, limitadas a cerca de 1,99% ao mês, além de abatimentos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor das dívidas.
Um dos pontos centrais do pacote é a possibilidade de utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar ou reduzir débitos. A medida busca ampliar o alcance da renegociação e facilitar a saída de milhões de brasileiros da inadimplência.
O programa também mira as dívidas mais caras do sistema financeiro, consideradas hoje um dos principais fatores de sufocamento da renda das famílias. Entre elas estão o rotativo do cartão de crédito e o cheque especial, modalidades com juros elevados que têm pressionado o orçamento doméstico.
Além disso, o governo estuda impor contrapartidas para evitar um novo ciclo de endividamento. Uma das medidas em discussão é a restrição temporária ao uso de plataformas de apostas por beneficiários do programa, como forma de impedir que a renegociação seja anulada por novos gastos.
A iniciativa ocorre em um cenário de alto endividamento no país. Dados recentes indicam que grande parte das famílias brasileiras possui algum tipo de dívida, o que impacta diretamente o consumo e o crescimento econômico.
Nos bastidores, o pacote também tem peso político. Com impacto direto no bolso da população, a medida é vista como estratégica para melhorar indicadores econômicos e fortalecer a relação do governo com a base social, especialmente em um ambiente pré-eleitoral.
A expectativa agora é pela adesão dos bancos e instituições financeiras, fundamentais para viabilizar as condições de renegociação. O sucesso do programa dependerá da capacidade do governo de equilibrar estímulo ao consumo, responsabilidade fiscal e redução efetiva da inadimplência.
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