Cuiabá, 2026-06-07T16:23:59

Presidente da AL reage à Operação Emenda Oculta e manda recado direto a investigados

Presidente da AL reage à Operação Emenda Oculta e manda recado direto a investigadosPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 07/05/2026

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), endureceu o discurso diante da repercussão da Operação Emenda Oculta e afirmou que qualquer agente público envolvido em irregularidades deverá responder judicialmente pelos atos praticados. A declaração foi dada em meio ao avanço das investigações que atingem diretamente o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e outros alvos ligados ao suposto esquema de desvio de emendas parlamentares.

Sem citar nomes diretamente, Max afirmou que não haverá proteção institucional caso sejam comprovadas irregularidades. Segundo ele, qualquer autoridade, servidor ou parlamentar que tenha cometido ilícitos deverá ser responsabilizado dentro do rigor da lei. A fala foi interpretada nos bastidores políticos como um movimento para tentar preservar a imagem da Assembleia Legislativa diante da gravidade do caso.

A operação conduzida pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), ligado ao Ministério Público Estadual, investiga um suposto esquema envolvendo o direcionamento de emendas parlamentares para entidades suspeitas de irregularidades. As apurações indicam possíveis desvios milionários de recursos públicos, além de movimentações financeiras consideradas atípicas pelos investigadores.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a apreensão de cerca de R$ 200 mil em dinheiro vivo durante o cumprimento de mandados judiciais. Parte dos valores foi encontrada na residência do deputado Elizeu Nascimento, enquanto outra quantia estava na casa do vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União Brasil), irmão do parlamentar.

Ao comentar a operação, Max Russi buscou separar a imagem institucional da Assembleia da conduta individual de parlamentares eventualmente investigados. O presidente da Casa destacou que o Parlamento possui uma trajetória histórica consolidada e afirmou que casos isolados não podem ser usados para atingir toda a instituição.

O episódio já é tratado como uma das maiores crises políticas envolvendo emendas parlamentares dos últimos anos. A investigação atingiu diretamente um deputado ligado à base conservadora e ampliou o debate sobre transparência, fiscalização e controle na destinação de recursos públicos por meio das emendas impositivas.

Max também reforçou que a Assembleia não pretende interferir nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e demais órgãos de controle. Segundo ele, cabe às autoridades apurar os fatos com independência, garantindo direito de defesa aos investigados e aplicação da lei caso irregularidades sejam confirmadas.

A fala do presidente da Assembleia ocorre em um momento delicado para o Legislativo estadual. O avanço da operação provocou desgaste político e ampliou cobranças por maior transparência na aplicação de recursos destinados a entidades sociais e institutos privados. Nos corredores da política mato-grossense, parlamentares acompanham o caso com preocupação diante da repercussão pública e da possibilidade de novos desdobramentos.

Mesmo defendendo rigor nas investigações, Max Russi também ressaltou a necessidade de garantir ampla defesa aos envolvidos. O posicionamento tenta equilibrar a pressão pública por respostas com a preservação institucional da Assembleia em meio ao avanço das apurações.

A Operação Emenda Oculta segue em andamento e novas medidas não estão descartadas pelas autoridades responsáveis pelo caso. Enquanto isso, o episódio já começa a influenciar o ambiente político da Assembleia e deve continuar repercutindo fortemente nos próximos meses, principalmente diante da antecipação do cenário eleitoral de 2026.

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