Presidente do TCE quer Plano Mato Grosso 2050 focado em eficiência e qualidade de vida
Política POR: Redação
POSTADO EM: 13/05/2026
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, intensificou o discurso em defesa de um novo modelo de gestão pública no estado ao afirmar que o Plano Mato Grosso 2050 terá como eixo principal a melhoria da qualidade de vida da população aliada à eficiência administrativa e responsabilidade fiscal. A declaração foi feita durante agenda em Sorriso, município que passou a ser tratado pelo presidente do órgão como uma referência de planejamento e desenvolvimento urbano para o futuro do estado.
A proposta do TCE é construir um plano estratégico de longo prazo voltado à formulação de políticas públicas permanentes, independentemente de governos ou disputas eleitorais. A iniciativa busca consolidar diretrizes para áreas consideradas prioritárias, como saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento regional e redução das desigualdades sociais.
Durante a visita ao município, Sérgio Ricardo afirmou que Mato Grosso precisa avançar além dos indicadores econômicos e passar a discutir crescimento com foco direto na população.
Segundo ele, o estado vive uma realidade paradoxal: enquanto algumas regiões concentram riqueza e crescimento acelerado, outras ainda convivem com pobreza, perda populacional e deficiência estrutural.
O presidente do TCE vem reforçando esse posicionamento desde o lançamento oficial do Plano Mato Grosso 2050, apresentado em março deste ano. Na ocasião, ele afirmou que o objetivo é construir uma “política de Estado” baseada em metas permanentes de desenvolvimento, e não apenas programas temporários de governo.
O movimento também é interpretado como uma ampliação do protagonismo institucional do Tribunal de Contas dentro do debate sobre desenvolvimento regional e gestão pública em Mato Grosso.
Tradicionalmente voltado à fiscalização de contas e contratos, o TCE passou nos últimos meses a assumir papel mais ativo na formulação de diagnósticos técnicos, monitoramento fiscal e orientação de políticas públicas aos municípios.
Um dos principais alertas recentes do órgão envolve a situação financeira das prefeituras. Levantamento técnico apresentado pelo tribunal apontou que 37 municípios mato-grossenses apresentam alto risco de desequilíbrio fiscal, além de baixa execução de recursos estratégicos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
Sérgio Ricardo defende que o planejamento antecipado será fundamental para evitar colapso administrativo em cidades menores e garantir crescimento sustentável ao longo das próximas décadas.
Ao elogiar Sorriso, o presidente destacou indicadores urbanos, expansão econômica e planejamento estrutural do município como exemplos positivos de gestão eficiente. Segundo ele, cidades que conseguem alinhar crescimento econômico, infraestrutura e serviços públicos de qualidade tendem a se tornar referências para o futuro modelo de desenvolvimento pretendido pelo estado.
A proposta do Mato Grosso 2050 também prevê participação de universidades, entidades técnicas, setor produtivo e associações municipais na elaboração das metas estratégicas. O TCE pretende utilizar indicadores sociais, dados fiscais e estudos regionais para mapear gargalos históricos e projetar cenários futuros para o estado.
Outro ponto defendido por Sérgio Ricardo é a modernização da máquina pública por meio de tecnologia, capacitação técnica e gestão baseada em resultados. O conselheiro tem defendido que a eficiência administrativa deve ser tratada como ferramenta de transformação social e combate às desigualdades.
Durante a agenda em Sorriso, o presidente também acompanhou fiscalizações em trechos da BR-163 e voltou a cobrar maior rigor na execução de obras de infraestrutura. Para ele, grandes investimentos públicos precisam ser acompanhados de fiscalização técnica permanente e foco em resultados concretos para a população.
A expectativa dentro do Tribunal é de que o Plano Mato Grosso 2050 seja consolidado ao longo dos próximos meses como uma das principais ferramentas de planejamento estratégico do estado.
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