Cuiabá, 2026-06-07T16:25:00

Pivetta apoia fim do voto secreto na ALMT e manda recado aos deputados: “Não temos nada a esconder”

Pivetta apoia fim do voto secreto na ALMT e manda recado aos deputados: “Não temos nada a esconder”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 26/05/2026

COMPARTILHE:

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, saiu em defesa do fim do voto secreto nas sessões da Assembleia Legislativa que analisam vetos do Executivo e afirmou que a transparência deve prevalecer na relação entre o poder público e a população. A declaração ocorre em meio à forte repercussão da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que considerou inconstitucional a manutenção das votações sigilosas na ALMT.

Durante entrevista concedida no sábado (23), Pivetta afirmou que não vê problema em tornar públicos os posicionamentos dos parlamentares e destacou que a política precisa caminhar cada vez mais sob fiscalização da sociedade.

“Acho que na política e na vida pública toda transparência é bem-vinda. Nós não temos nada a esconder ou, ao menos, não devemos ter nada para esconder”, declarou o governador.

A fala do republicano acontece em um momento de tensão nos bastidores da Assembleia Legislativa. A decisão judicial dividiu deputados estaduais e abriu uma nova frente de debate entre independência parlamentar e pressão política dentro da Casa de Leis.

O entendimento do TJMT foi firmado pelo desembargador Márcio Vidal, que apontou incompatibilidade entre a Constituição Estadual e a Constituição Federal após alterações promovidas em 2013, quando o Congresso Nacional passou a exigir votação aberta em processos de análise de vetos governamentais. Na prática, a medida impede que deputados estaduais mantenham sigilo em votações que envolvam decisões do Executivo.

Nos corredores da Assembleia, parte dos parlamentares reagiu com resistência. Deputados ligados à Mesa Diretora defendem que o voto secreto garantia liberdade de posicionamento sem interferências externas, principalmente em pautas consideradas delicadas politicamente. O presidente da ALMT, Max Russi, já sinalizou que a Procuradoria da Casa deve atuar para tentar reverter a decisão judicial.

Mesmo diante da reação de aliados do Legislativo, Pivetta reforçou que cabe ao Executivo construir maioria política através do diálogo e não por mecanismos de proteção institucional.

“O Executivo precisa ter capacidade de dialogar e formar maioria. Sempre trabalhamos dessa maneira, com base em propostas e ações voltadas ao interesse popular”, afirmou.

A discussão ganhou ainda mais peso político porque o voto aberto expõe diretamente o posicionamento dos deputados diante da opinião pública. Com isso, cada parlamentar passa a assumir publicamente sua postura em votações envolvendo vetos do governo, tema que historicamente movimenta articulações intensas nos bastidores do Parlamento estadual.

A decisão do TJMT surgiu após questionamentos relacionados à manutenção de vetos do governador Mauro Mendes, especialmente em matérias que envolvem impacto financeiro e interesses de categorias do funcionalismo público. O entendimento do Judiciário foi interpretado como um avanço na publicidade dos atos legislativos e na ampliação do controle social sobre o comportamento dos deputados estaduais.

A mudança também altera a dinâmica entre Executivo e Legislativo. Isso porque o voto aberto amplia a exposição dos parlamentares da base governista e dificulta movimentos de bastidores sem desgaste público. Ao mesmo tempo, fortalece cobranças populares e aumenta a pressão sobre deputados em votações estratégicas.

Apesar da divisão interna na Assembleia, o discurso de Pivetta foi visto por aliados como um gesto de alinhamento ao discurso de transparência defendido pelo governo estadual nos últimos anos. A avaliação entre integrantes do Palácio Paiaguás é de que o tema ainda deve gerar novos embates jurídicos e políticos nas próximas semanas.

PUBLICIDADE

Política

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Natasha monta equipe para 2026 e traz especialista em marketing político para corrida ao Paiaguás

Natasha monta equipe para 2026 e traz especialista em marketing político para corrida ao Paiaguás

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Abílio envia LDO à Câmara e projeta orçamento superior a R$ 5 bilhões para Cuiabá em 2027

Abílio envia LDO à Câmara e projeta orçamento superior a R$ 5 bilhões para Cuiabá em 2027

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026