Cuiabá, 2026-06-07T16:25:01

Coronel Assis afirma que criminosos de 16 anos “sabem exatamente o que fazem”

Coronel Assis afirma que criminosos de 16 anos “sabem exatamente o que fazem”Política

POR: Redação

POSTADO EM: 27/05/2026

COMPARTILHE:

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (27) a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. A matéria voltou ao centro do debate político nacional após o deputado federal Coronel Assis (PL-MT), relator da proposta, apresentar parecer favorável ao texto.

A votação ocorre em meio à pressão de parlamentares da bancada conservadora e à forte reação de partidos de esquerda, que tentam barrar o avanço da proposta no Congresso Nacional. O tema é considerado um dos mais sensíveis da pauta criminal brasileira e divide juristas, especialistas em segurança pública e lideranças políticas há décadas.

O relatório elaborado por Coronel Assis sustenta que adolescentes de 16 e 17 anos já possuem plena capacidade de compreender a gravidade de crimes cometidos e, em muitos casos, são utilizados por organizações criminosas justamente por causa da legislação atual. O parecer prevê punição mais rígida principalmente para casos de homicídio doloso, estupro, latrocínio e crimes hediondos.

“O Congresso não pode ignorar o sofrimento da população diante da escalada da violência”, argumentou o parlamentar no relatório apresentado à CCJ. Segundo ele, a proposta busca atualizar a legislação diante do crescimento da criminalidade envolvendo adolescentes ligados a facções criminosas.

A PEC original foi apresentada ainda em 2015 e previa alterações amplas, incluindo mudanças em direitos civis e políticos. No entanto, o parecer atual restringiu o alcance da proposta exclusivamente à responsabilização criminal, deixando de fora temas como casamento civil, contratos e elegibilidade política para evitar questionamentos jurídicos.

A discussão na comissão havia sido interrompida na semana passada por causa do início das votações no plenário da Câmara. Agora, a proposta retorna como item prioritário da pauta da CCJ. Caso seja aprovada nesta etapa, o texto ainda precisará passar por uma comissão especial antes de seguir para votação em plenário.

O debate provocou novo embate ideológico em Brasília. Partidos ligados ao governo federal articulam manobras regimentais para tentar adiar a votação e impedir avanço da PEC. A bancada petista classifica a medida como “retrógrada” e argumenta que a redução da maioridade penal não resolve os problemas estruturais da violência urbana.

Setores contrários à proposta também afirmam que adolescentes podem acabar sendo ainda mais cooptados pelo crime organizado caso passem a cumprir pena no sistema prisional comum. Dados apresentados durante o debate na comissão mostram que menos de 1% dos jovens brasileiros cumprem medidas socioeducativas por crimes graves.

Por outro lado, defensores da PEC afirmam que a legislação atual se tornou insuficiente diante da atuação crescente de facções criminosas que utilizam menores de idade em execuções, tráfico de drogas e roubos violentos. O relatório de Coronel Assis cita estudos apresentados em audiência pública indicando queda nos índices de homicídio após criminosos atingirem a idade penal adulta.

Lideranças conservadoras ponderam que a proposta ganhou força após o aumento da pressão popular por endurecimento das leis penais. Discussões semelhantes voltaram a ganhar espaço em outros países da América Latina, ampliando o debate sobre segurança pública e responsabilização criminal de adolescentes.

A expectativa é de que a sessão da CCJ desta quarta-feira seja marcada por forte polarização política e intensos debates entre parlamentares governistas e oposição.

PUBLICIDADE

Política

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Natasha monta equipe para 2026 e traz especialista em marketing político para corrida ao Paiaguás

Natasha monta equipe para 2026 e traz especialista em marketing político para corrida ao Paiaguás

PUBLICIDADE

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Abílio envia LDO à Câmara e projeta orçamento superior a R$ 5 bilhões para Cuiabá em 2027

Abílio envia LDO à Câmara e projeta orçamento superior a R$ 5 bilhões para Cuiabá em 2027

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Botelho revela diálogo do MDB com PL e Pivetta e amplia especulações sobre alianças para 2026

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Compra de livros entra na mira do TCE, que quer identificar possíveis desperdícios de recursos públicos

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026

Júlio ameaça barrar Mauro Mendes ao Senado e expõe guerra aberta no União Brasil por 2026