Cuiabá, 2026-06-07T16:05:05

Ilde diz que eleição da Mesa deve ser mantida e vê risco de judicialização apenas se houver mudança

Ilde diz que eleição da Mesa deve ser mantida e vê risco de judicialização apenas se houver mudançaBaixada Cuiabana

POR: Redação

POSTADO EM: 27/05/2026

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A disputa pela presidência da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027/2028 ganhou novos capítulos nos bastidores políticos da Capital após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que anulou a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. O episódio acendeu alerta entre vereadores cuiabanos e ampliou a tensão sobre a legalidade da votação marcada para o próximo dia 25 de agosto.

Mesmo diante do cenário de insegurança jurídica, o vereador Ilde Taques (Podemos), um dos principais nomes na corrida pelo comando do Legislativo municipal, afirmou que não vê motivos para alterar a data do pleito e minimizou a perda de apoio político nas articulações internas.

Segundo Ilde, juristas consultados por sua equipe entendem que a situação de Cuiabá é diferente da enfrentada em Várzea Grande, já que a eleição da Mesa Diretora na Capital está prevista na Lei Orgânica do Município desde 2010. O parlamentar sustenta que a antecipação do processo já faz parte das regras consolidadas da Câmara e, por isso, não haveria ilegalidade.

“Alguns entendem que não teria problema porque já está previsto no regimento e na Lei Orgânica há muitos anos”, afirmou o vereador ao comentar o impacto da decisão do STF.

Nos últimos dias, a disputa pela presidência da Câmara se tornou uma das principais guerras políticas nos bastidores da Prefeitura de Cuiabá. O prefeito Abilio Brunini já demonstrou preocupação com possível judicialização e chegou a defender o adiamento da eleição para outubro, seguindo entendimento recente do Supremo sobre eleições antecipadas em casas legislativas.

Apesar disso, Ilde mantém a estratégia de consolidar sua candidatura antes de qualquer mudança no cenário político. O vereador afirmou que continua dialogando com parlamentares da base, independentes e oposição, apostando em uma composição ampla para garantir maioria no plenário.

Nos bastidores, aliados admitem que o grupo político de Ilde sofreu desgaste após o avanço das articulações favoráveis à possível reeleição da atual presidente da Câmara, Paula Calil. A movimentação ganhou força principalmente após integrantes do PL defenderem mudanças no regimento interno para permitir nova candidatura da parlamentar.

Mesmo assim, Ilde tenta demonstrar tranquilidade. Em entrevistas recentes, ele afirmou ainda contar com apoio entre 15 e 16 vereadores, número considerado competitivo dentro da Casa, que possui 27 parlamentares.

O vereador também endureceu o discurso contra uma possível alteração nas regras às vésperas da eleição. Segundo ele, modificar o regimento agora poderia abrir margem para ações judiciais e ampliar ainda mais a instabilidade política dentro do Legislativo cuiabano.

“Não sou contra ninguém disputar, mas mudar a regra no meio do jogo pode trazer problemas judiciais”, declarou.

A corrida pela Mesa Diretora da Câmara já movimenta praticamente todos os grupos políticos da Capital. Além de Ilde Taques e Paula Calil, outros vereadores também articulam espaço nas futuras composições internas, incluindo nomes ligados diretamente ao prefeito Abilio Brunini e parlamentares independentes.

A tensão aumentou após a decisão do STF envolvendo Várzea Grande ser interpretada como um possível precedente para outras câmaras municipais do país. O temor nos bastidores é que qualquer brecha jurídica provoque suspensão da eleição cuiabana ou até anulação futura do resultado.

Enquanto isso, vereadores intensificam reuniões reservadas, articulações partidárias e construção de alianças para uma disputa que promete influenciar diretamente a relação entre Executivo e Legislativo nos próximos anos em Cuiabá.

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