Candidatura de Jayme ao Governo dependerá de grupo comandado por Mauro Mendes
Política POR: Redação
POSTADO EM: 28/05/2026
A oficialização do diretório estadual da Federação União Progressista em Mato Grosso redesenhou o tabuleiro político para as eleições de 2026 e consolidou o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) como uma das figuras centrais das articulações para sucessão estadual. A nova composição coloca Mauro na presidência do grupo e o ex-senador Cidinho Santos (PP) na vice-presidência, ampliando o peso político da aliança entre União Brasil e Progressistas no estado.
A federação, homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral após a união entre União Brasil e PP, passa a controlar decisões estratégicas sobre candidaturas majoritárias, alianças e composição de chapas proporcionais em Mato Grosso. Na prática, o grupo terá influência direta sobre a corrida ao Palácio Paiaguás, ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Além de Mauro e Cidinho, integram o núcleo de comando nomes de peso da política estadual, como a senadora Margareth Buzetti, o senador Jayme Campos, o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues. A suplência ainda reúne lideranças influentes, incluindo Virginia Mendes, Júlio Campos, Wener Santos e o empresário Eusébio Diniz.
Nos bastidores, porém, a composição do diretório escancarou a disputa interna pelo comando político da direita mato-grossense. Embora Jayme Campos siga tentando viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado, a estrutura formada fortalece o grupo político liderado por Mauro Mendes, que hoje trabalha abertamente para consolidar o projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.
O novo desenho político também reduz o espaço de manobra de Jayme dentro da federação estadual. Mesmo mantendo influência no União Brasil, o senador agora dependerá do crivo de um colegiado onde Mauro possui maior articulação política e alinhamento estratégico com parte significativa do grupo.
A divisão das cadeiras dentro do diretório seguiu o peso político das legendas. O União Brasil ficou com cinco indicações, enquanto o Progressistas ocupou duas vagas. Dentro do próprio União, houve repartição entre alas internas ligadas a Mauro Mendes, Jayme Campos e antigos integrantes do PSL incorporados à sigla após a fusão partidária.
Apesar do fortalecimento do grupo de Mauro, aliados de Jayme sustentam que a disputa ainda está longe de ser encerrada. O senador teria recebido sinalização positiva do presidente nacional do União Brasil, Antonio Rueda, de que poderá disputar o Governo caso vença a convenção interna da sigla. Mesmo assim, qualquer definição estadual ainda precisará passar pela análise da direção nacional da federação.
A leitura é de que a nova federação se transformou em uma das estruturas partidárias mais poderosas de Mato Grosso, reunindo forte presença municipal, bancada robusta, acesso ao fundo eleitoral e amplo tempo de televisão.
A formação do diretório também antecipa uma disputa silenciosa dentro do próprio campo conservador mato-grossense. De um lado, Mauro Mendes trabalha pela continuidade de seu grupo político através da candidatura de Pivetta. Do outro, Jayme Campos tenta construir um projeto próprio para voltar ao centro do poder estadual após décadas de protagonismo político.
Com a oficialização da União Progressista em Mato Grosso, o cenário para 2026 começa a ganhar contornos mais claros, mas também aprofunda disputas internas que prometem movimentar intensamente os bastidores políticos nos próximos meses.
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