Paula Calil reage a críticas sobre reeleição e nega perseguição política a vereadores
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 28/05/2026
presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), negou que esteja promovendo articulações políticas para garantir sua permanência no comando do Legislativo municipal e afirmou que as recentes exonerações e mudanças administrativas realizadas na Casa fazem parte do funcionamento natural da gestão pública.
As declarações ocorreram em meio ao aumento da tensão nos bastidores da Câmara, onde a discussão sobre uma possível alteração no Regimento Interno para permitir a reeleição da atual presidente passou a dividir vereadores e intensificar disputas internas pela Mesa Diretora.
Atualmente, o regimento da Câmara de Cuiabá impede recondução consecutiva ao mesmo cargo dentro da mesma legislatura. Para que Paula possa disputar um novo mandato à frente da presidência, seria necessária uma alteração regimental aprovada por pelo menos 18 vereadores. Segundo a própria presidente, atualmente cerca de 12 parlamentares demonstram apoio à proposta.
Em entrevista, Paula afirmou que não está “manobrando” politicamente e sustenta apenas o direito de disputar uma eleição em igualdade de condições com os demais parlamentares. A presidente também rejeitou críticas de colegas que enxergam tentativa de concentração de poder dentro da Câmara.
O debate ganhou ainda mais força após exonerações de servidores ligados a vereadores considerados independentes ou críticos à possível mudança no regimento. Nos bastidores, parlamentares passaram a acusar a presidência da Casa de promover retaliações políticas para pressionar votos favoráveis à reeleição.
Paula negou qualquer perseguição e afirmou que alterações em cargos de confiança fazem parte da rotina administrativa de qualquer órgão público. Segundo ela, mudanças no primeiro escalão da Câmara já ocorreram em outros momentos da atual gestão e podem acontecer sempre que forem consideradas necessárias.
A presidente argumenta que cargos comissionados possuem natureza diferente dos cargos efetivos e dependem de critérios como confiança, alinhamento administrativo e capacidade de gestão. Ela também reforçou que as substituições não possuem relação direta com a disputa pela Mesa Diretora.
Nos corredores da Câmara, porém, a disputa pela presidência já é considerada uma das mais antecipadas e tensas dos últimos anos. A possibilidade de mudança no regimento interno abriu um novo cenário político dentro da Casa e colocou vereadores em lados opostos antes mesmo do início oficial da campanha pela Mesa Diretora.
Aliados de Paula sustentam que a atual presidente conseguiu reorganizar administrativamente o Legislativo e defendem a continuidade da gestão. Já parlamentares contrários afirmam que qualquer mudança regimental deveria ter sido debatida no início da legislatura e não às vésperas da eleição interna.
O tema também ganhou repercussão após o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), demonstrar simpatia pela permanência de Paula na presidência da Câmara. O posicionamento ampliou o peso político da discussão e aumentou a movimentação de grupos interessados no comando do Legislativo municipal.
Além das articulações internas, Paula também passou a enfrentar resistência de parte da bancada feminina da Câmara. Em entrevistas recentes, a presidente afirmou que algumas vereadoras estariam dificultando a alteração regimental e classificou a situação como um enfraquecimento da representatividade feminina na política.
Mesmo com o cenário de desgaste e pressão crescente nos bastidores, a presidente afirma que continuará buscando diálogo com os vereadores e defende que qualquer decisão sobre mudança no regimento deve ocorrer de forma democrática dentro do plenário da Câmara Municipal.
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