“Fui avisado pelo Bolsonaro”, diz Wellington ao revelar pressão para PL não lançar candidato em 2026
Política POR: Redação
POSTADO EM: 08/06/2026
A corrida pelo Palácio Paiaguás em 2026 já movimenta intensamente os bastidores políticos de Mato Grosso. Em meio às articulações para a formação de alianças, o senador Wellington Fagundes (PL) revelou que foi alertado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a existência de pressões para que o Partido Liberal desista de lançar candidatura própria ao Governo do Estado e apoie outro projeto político na sucessão estadual.
Segundo o senador, a informação foi transmitida pelo próprio Bolsonaro durante conversas sobre o cenário eleitoral mato-grossense. De acordo com Wellington, o ex-presidente relatou que recebeu pedidos de lideranças políticas defendendo que o PL abrisse mão da disputa ao Governo para compor uma aliança com outro grupo político. Apesar disso, o parlamentar afirmou que Bolsonaro manteve o compromisso de fortalecer o partido e respeitar o projeto construído pela sigla em Mato Grosso.
A declaração reforça a disputa silenciosa que ocorre entre os grupos políticos que pretendem liderar a sucessão do governador Mauro Mendes (União). De um lado, Wellington trabalha para consolidar sua pré-candidatura pelo PL, apoiado por parte expressiva do eleitorado conservador e pela proximidade com Bolsonaro. Do outro, o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) busca ampliar alianças e construir uma frente política capaz de dar continuidade ao atual grupo que administra o Estado.
Nos últimos meses, o PL passou a ocupar posição estratégica no tabuleiro eleitoral. Embora seja aliado do Republicanos em nível nacional, a legenda tem demonstrado interesse em protagonizar a disputa estadual. Wellington, que já concorreu ao Governo em 2018 e foi reeleito ao Senado em 2022 com ampla votação, vem intensificando agendas políticas e fortalecendo sua presença no interior do Estado.
A discussão ganhou ainda mais relevância após manifestações públicas de lideranças bolsonaristas em favor do senador. O filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro, já declarou apoio ao projeto de Wellington e o classificou como o nome do grupo para disputar o comando do Executivo estadual. O gesto foi interpretado como um sinal de prestígio dentro do partido e aumentou a pressão sobre outras legendas interessadas em atrair o PL para uma composição eleitoral.
Apesar das tentativas de aproximação entre diferentes grupos políticos, Wellington afirma que o partido trabalha com o objetivo de apresentar candidatura própria ao Governo. Segundo ele, o PL possui estrutura, representatividade e densidade eleitoral suficientes para disputar o Palácio Paiaguás sem depender de acordos que retirem o protagonismo da legenda.
A avaliação é que a definição do posicionamento do PL poderá influenciar diretamente a configuração da disputa de 2026. Com uma das maiores bancadas do Congresso Nacional e forte identificação com o eleitorado de direita, o partido é visto como peça-chave para qualquer projeto eleitoral em Mato Grosso.
Embora ainda faltem meses para o início oficial da campanha, as declarações de Wellington evidenciam que a disputa já começou. E, ao que tudo indica, a batalha pelas alianças será tão importante quanto a corrida pelos votos.
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