Abílio descarta aliança com Pivetta e reforça candidatura própria do PL em MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 22/06/2026
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a elevar o tom sobre a disputa eleitoral de 2026 e praticamente descartou uma composição política entre o Partido Liberal e o grupo liderado pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em meio ao avanço das articulações de bastidores para a sucessão estadual, Abílio afirmou que o PL já consolidou um projeto próprio para a corrida ao Palácio Paiaguás e que uma eventual aliança hoje é considerada remota.
A declaração ocorre em um momento de crescente tensão entre lideranças do campo conservador em Mato Grosso. Embora setores políticos ainda tentem construir uma frente única da direita para enfrentar adversários em 2026, o cenário atual aponta para um ambiente de disputa interna, especialmente entre o PL e o Republicanos.
Segundo Abílio, desde o início das conversas eleitorais ficou estabelecido dentro do partido que a sigla teria candidatura majoritária própria. O prefeito reforçou que o PL trabalha não apenas com projeto ao Governo do Estado, mas também com candidaturas competitivas ao Senado e à Assembleia Legislativa, consolidando uma estrutura independente para o próximo pleito.
O nome do senador Wellington Fagundes segue sendo tratado como prioridade dentro da legenda para disputar o comando do Palácio Paiaguás. A movimentação ganhou ainda mais força após manifestações públicas da direção nacional do partido reafirmando apoio à pré-candidatura do senador em Mato Grosso. O gesto foi interpretado como uma tentativa de encerrar rumores sobre possíveis recuos ou acordos envolvendo outros grupos políticos.
A fala de Abílio também amplia o distanciamento político entre o PL e Otaviano Pivetta, que tenta consolidar sua base de apoio para disputar a sucessão estadual com o respaldo do atual grupo governista. Nos últimos meses, Pivetta intensificou conversas com partidos de centro e ampliou diálogo com MDB, Podemos e outras siglas que integram a base aliada do governo Mauro Mendes.
Mesmo mantendo agendas institucionais com prefeitos ligados ao PL, Pivetta já classificou como “pouco provável” uma aliança formal com o partido de Jair Bolsonaro. O posicionamento ocorreu após desgastes públicos envolvendo lideranças liberais e divergências sobre o alinhamento político nacional da sigla Republicanos.
Dentro do PL mato-grossense, o clima também é de resistência ao avanço do Republicanos sobre o eleitorado bolsonarista. Lideranças da legenda têm afirmado publicamente que não aceitam composição com partidos que mantenham proximidade com o governo federal. A avaliação interna é de que o partido precisa preservar sua identidade ideológica e evitar alianças que possam gerar desgaste junto à base conservadora.
A antecipação das articulações eleitorais mostra que a corrida pelo Governo de Mato Grosso já começou muito antes do calendário oficial. Enquanto o grupo de Pivetta trabalha para ampliar alianças e consolidar apoio institucional, o PL aposta no fortalecimento de uma candidatura própria para manter protagonismo político no Estado.
Nos corredores da Assembleia Legislativa e do Palácio Paiaguás, lideranças admitem que o cenário ainda pode sofrer mudanças, mas avaliam que o distanciamento entre PL e Republicanos se tornou mais evidente nas últimas semanas. A tendência, segundo interlocutores políticos, é de uma disputa direta entre os grupos que hoje dividem o mesmo campo ideológico, mas já demonstram projetos distintos para 2026.
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