Cuiabá, 2026-10-21T21:13:47

Governo Lula enfrenta desgaste: 50% desaprovam gestão, aponta Ipsos/Ipec

Governo Lula enfrenta desgaste: 50% desaprovam gestão, aponta Ipsos/IpecRapidinhas

POR: Redação

POSTADO EM: 22/06/2026

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A nova pesquisa Ipsos/Ipec divulgada nesta segunda-feira colocou novamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sob pressão política. Segundo o levantamento, 50% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula vem conduzindo o país, enquanto 44% aprovam a gestão federal. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

Os números mostram estabilidade em relação ao levantamento anterior realizado em março, mas mantêm um cenário delicado para o Palácio do Planalto, principalmente diante da antecipação do debate eleitoral de 2026 e do crescimento das críticas relacionadas à economia, inflação e custo de vida.

Além da aprovação pessoal do presidente, a pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Nesse cenário, 38% classificaram a administração como “ruim” ou “péssima”, enquanto 32% consideram a gestão “ótima” ou “boa”. Outros 28% avaliaram o governo como regular.

Embora o levantamento não indique piora brusca nos índices, o dado acende alerta dentro da base governista porque consolida um quadro persistente de desgaste político. Nos bastidores de Brasília, aliados do presidente reconhecem que o governo enfrenta dificuldade para transformar indicadores econômicos positivos em melhora efetiva da percepção popular.

A pesquisa também revelou um ambiente de desconfiança crescente entre parte do eleitorado. Segundo o levantamento, 56% afirmam não confiar em Lula, enquanto 41% dizem confiar no presidente.

Outro ponto que preocupa o governo é a percepção econômica da população. Para 41% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou nos últimos seis meses. Apenas 25% enxergam melhora, enquanto 30% afirmam que o cenário permaneceu igual.

O resultado reforça a dificuldade enfrentada pelo Planalto para reduzir o impacto político da inflação dos alimentos, do aumento do custo de serviços básicos e da sensação de perda do poder de compra, temas que continuam influenciando diretamente a avaliação do governo.

Integrantes da cúpula governista avaliam que a recuperação da popularidade depende diretamente de uma melhora mais perceptível na economia real. A aposta do governo segue concentrada em programas sociais, ampliação do crédito e investimentos públicos como forma de recuperar apoio popular nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, partidos de oposição tentam utilizar os números para reforçar o discurso de desgaste político do presidente. Lideranças conservadoras têm explorado principalmente os índices de desaprovação e desconfiança como argumento para antecipar o debate eleitoral nacional.

Mesmo diante da pressão, aliados de Lula destacam que o presidente ainda mantém forte base eleitoral consolidada, especialmente no Nordeste e entre eleitores de menor renda. A avaliação interna é de que o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças dependendo do desempenho econômico do país até o próximo ano.

A pesquisa Ipsos/Ipec ouviu 2 mil pessoas entre os dias 13 e 17 de junho em 130 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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