Mudança no regimento vira prioridade de Paula Calil para manter comando da Câmara
Baixada Cuiabana POR: Redação
POSTADO EM: 24/06/2026
A disputa pelo comando da Câmara Municipal de Cuiabá entrou em uma nova fase de articulações intensas, acordos de bastidores e corrida contra o tempo. A presidente da Casa, Paula Calil (PL), trabalha para aprovar ainda antes do recesso parlamentar uma mudança no Regimento Interno que permita sua reeleição para a presidência do Legislativo municipal. Caso a estratégia fracasse, o grupo político já definiu um plano alternativo: lançar o vereador Dilemário Alencar (União Brasil) como candidato de consenso.
A movimentação revela o grau de tensão instalado dentro da Câmara de Cuiabá e antecipa uma disputa que deve dominar os bastidores políticos nas próximas semanas. Hoje, o regimento da Casa impede a recondução da presidência dentro da mesma legislatura, o que obriga aliados de Paula a buscar uma alteração formal nas regras internas.
Nos bastidores, a presidente intensificou reuniões com vereadores para tentar consolidar os 18 votos necessários para aprovar a mudança. O grupo governista considera a permanência de Paula estratégica para manter estabilidade política na relação entre a Câmara e a Prefeitura de Cuiabá.
A articulação ganhou força após a adesão dos vereadores Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli ao bloco de apoio à atual presidente. Com isso, Paula passou a reunir 14 parlamentares alinhados ao projeto de continuidade no comando do Legislativo municipal.
Apesar do avanço, o número ainda está abaixo do mínimo necessário para mudar o regimento. Por isso, aliados já trabalham simultaneamente em um “plano B” para evitar derrota política caso a alteração não avance até julho.
O nome escolhido para essa alternativa foi o de Dilemário Alencar, vereador experiente e com forte trânsito entre diferentes grupos políticos da Câmara. O acordo interno prevê que, caso Paula não consiga os votos suficientes para garantir a própria reeleição, todo o bloco passará automaticamente a apoiar a candidatura de Dilemário à presidência da Casa.
A estratégia também busca evitar fragmentação dentro do grupo aliado ao prefeito Abílio Brunini (PL), que acompanha atentamente os movimentos da Mesa Diretora. Nos bastidores, lideranças avaliam que uma disputa aberta poderia gerar desgaste político e comprometer votações importantes no segundo semestre.
Outro fator que acelerou as articulações foi uma recente decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, envolvendo a Câmara de Várzea Grande. O magistrado anulou uma eleição antecipada da Mesa Diretora sob o entendimento de que o pleito ocorreu fora dos critérios de contemporaneidade definidos pelo STF. A decisão provocou preocupação entre vereadores cuiabanos e abriu nova discussão sobre o calendário da eleição interna.
Diante disso, parlamentares também discutem adiar a eleição da Mesa Diretora de agosto para novembro, numa tentativa de garantir maior segurança jurídica ao processo e evitar futuras contestações judiciais.
A movimentação ocorre em meio a um ambiente político cada vez mais competitivo dentro da Câmara Municipal. Além do grupo liderado por Paula Calil, outros vereadores monitoram a disputa e mantêm articulações reservadas de olho em possíveis mudanças no cenário.
O clima nos corredores da Casa é de campanha antecipada. Com interesses partidários, influência sobre comissões estratégicas e controle da pauta legislativa em jogo, a eleição da Mesa Diretora passou a ser tratada como uma das principais batalhas políticas de Cuiabá em 2026.
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