Janaina Riva defende fim do voto secreto na ALMT e cobra transparência dos deputados
Política POR: Redação
POSTADO EM: 24/06/2026
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) voltou a colocar em debate um dos temas mais sensíveis do Legislativo mato-grossense: o fim do voto secreto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Em declaração que movimentou os bastidores políticos, a parlamentar afirmou que a mudança deveria partir dos próprios deputados e defendeu maior transparência nas decisões da Casa.
A fala reacende uma discussão antiga dentro do Parlamento estadual e surge em meio a um cenário de crescente cobrança popular por mais publicidade nas votações envolvendo vetos do Executivo, escolhas internas e matérias consideradas polêmicas.
Janaina argumentou que o modelo atual gera desconfiança da população e enfraquece a relação entre o eleitor e os representantes políticos. Para a deputada, o cidadão tem o direito de saber como cada parlamentar se posiciona em decisões de grande impacto para o Estado.
A discussão sobre o voto secreto voltou a ganhar força nos últimos anos após episódios de forte repercussão política dentro da Assembleia. Em votações envolvendo vetos do Governo do Estado, parlamentares chegaram a declarar publicamente posicionamentos diferentes do resultado registrado no painel eletrônico, aumentando suspeitas e alimentando críticas sobre a falta de transparência no processo legislativo.
Nos corredores da Assembleia, o tema divide opiniões. Há deputados que defendem o voto aberto como mecanismo de fortalecimento democrático e aproximação com a sociedade. Outros avaliam que o voto secreto ainda funciona como instrumento de proteção contra pressões políticas externas, principalmente em matérias que envolvem interesses do Governo do Estado ou grupos econômicos influentes.
Janaina, porém, sinalizou que o Parlamento precisa avançar institucionalmente e acompanhar o movimento de maior exposição das decisões públicas observado em outras Casas Legislativas do país. A deputada destacou que a transparência deve ser encarada como compromisso político e não apenas como obrigação legal.
O debate também ganha peso em um momento de intensa reorganização política em Mato Grosso. Com as articulações para 2026 já em andamento, parlamentares começam a ampliar posicionamentos públicos sobre pautas de interesse popular, principalmente temas ligados à ética, transparência e fortalecimento institucional.
Aavaliação é de que a defesa do voto aberto também dialoga diretamente com o ambiente digital e a pressão crescente das redes sociais sobre o comportamento dos políticos. Hoje, votações sigilosas costumam gerar forte repercussão entre eleitores e movimentos organizados, especialmente quando envolvem temas de impacto econômico ou funcionalismo público.
Especialistas em direito legislativo apontam que o voto aberto tende a ampliar a responsabilização política dos parlamentares perante a sociedade, embora setores do meio político ainda defendam o sigilo em determinadas situações para evitar interferências externas nas decisões parlamentares.
A discussão sobre transparência legislativa não é nova no Brasil. O Congresso Nacional já enfrentou debates semelhantes em votações sobre cassações, vetos presidenciais e processos disciplinares, sempre dividindo opiniões entre defensores da independência parlamentar e grupos favoráveis à exposição total dos votos.
Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, a tendência é que o assunto continue provocando tensão política nos próximos meses, principalmente diante da pressão pública por maior clareza nas decisões que impactam diretamente a população.
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