Cuiabá, 2026-09-06T08:41:08

Presidente da AL reage a denúncia de “lei do retorno” e exige investigação em Mato Grosso

Presidente da AL reage a denúncia de “lei do retorno” e exige investigação em Mato GrossoPolítica

POR: Redação

POSTADO EM: 29/06/2026

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A denúncia de um suposto esquema envolvendo devolução ilegal de recursos de emendas parlamentares elevou a tensão nos bastidores políticos de Mato Grosso e provocou reação imediata do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos). O parlamentar cobrou que o ex-presidente da Aprosoja Brasil e pré-candidato ao Senado, Antônio Galvan (Avante), revele os nomes dos envolvidos nas acusações feitas durante entrevista à imprensa.

O caso ganhou força após Galvan afirmar que prefeitos do interior estariam sendo pressionados em negociações envolvendo emendas parlamentares, em um mecanismo conhecido nos bastidores políticos como “lei do retorno”. Segundo a denúncia, parte dos recursos destinados aos municípios retornaria ilegalmente para agentes políticos.

Diante da repercussão, Max Russi afirmou que qualquer irregularidade precisa ser investigada com rigor pelo Ministério Público e pelos órgãos de controle. O presidente da Assembleia defendeu apuração imediata e afirmou que, caso exista comprovação de ilegalidade, os responsáveis devem responder criminalmente.

“O Ministério Público precisa agir. Se tiver isso, tem que ir para a cadeia”, declarou o deputado ao comentar as acusações que passaram a dominar o debate político no Estado nos últimos dias.

Apesar do tom firme, Max demonstrou descrença em relação aos percentuais mencionados por Galvan. O parlamentar afirmou considerar improvável a existência de um esquema envolvendo devolução de até 50% dos valores das emendas parlamentares, argumentando que os custos tributários e operacionais inviabilizariam financeiramente a execução de obras públicas nesses moldes.

Segundo ele, contratos públicos já enfrentam elevada carga tributária e despesas administrativas, o que tornaria incompatível a realização de obras com metade do orçamento originalmente previsto. Ainda assim, o presidente da AL reforçou que não descarta investigação sobre eventuais irregularidades menores ou outros tipos de desvios.

A fala também ampliou a pressão sobre Galvan, que passou a ser cobrado por deputados e lideranças políticas a apresentar provas e individualizar as acusações. Nos bastidores da Assembleia, parlamentares avaliam que denúncias genéricas acabam atingindo toda a classe política e fortalecendo o desgaste institucional em um momento de forte polarização e pré-campanha eleitoral.

O episódio ocorre em meio ao avanço das articulações para as eleições de 2026 e já movimenta diferentes grupos políticos dentro do Estado. A declaração de Galvan repercutiu principalmente entre prefeitos do interior, onde as emendas parlamentares representam parte importante dos investimentos em infraestrutura, saúde e obras públicas.

Nos corredores da política mato-grossense, a crise também reacende o debate sobre transparência na destinação de emendas e mecanismos de fiscalização dos recursos públicos. O tema ganhou ainda mais sensibilidade após recentes operações e investigações envolvendo contratos públicos em diferentes regiões do país.

Max Russi voltou a afirmar que nunca recebeu qualquer relato direto de prefeitos sobre supostos pedidos de devolução de recursos e insistiu que denúncias precisam ser feitas com nomes, documentos e provas concretas. Para o deputado, acusações sem detalhamento acabam gerando insegurança política e desgaste generalizado sobre o sistema de emendas parlamentares.

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