Margareth admite desgaste no União Brasil, mas descarta apoiar Jayme Campos ao Governo
Política POR: Redação
POSTADO EM: 01/07/2026
A suplente de senadora Margareth Buzetti admitiu que a disputa interna entre o senador Jayme Campos e o governador Otaviano Pivetta tem provocado desgaste político dentro da base governista e desanimado parte da militância partidária em Mato Grosso. Apesar do cenário de tensão, a parlamentar deixou claro que seguirá alinhada ao projeto político liderado por Pivetta na corrida ao Palácio Paiaguás em 2026.
A declaração expõe o avanço do racha interno dentro da federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, justamente no momento em que as articulações para a sucessão estadual começam a ganhar intensidade nos bastidores políticos.
Margareth reconheceu que a indefinição sobre quem representará o grupo governista na disputa estadual gera desconforto entre lideranças e apoiadores. Segundo ela, o embate entre Jayme e Pivetta tende a ser levado para a convenção partidária, cenário que aumenta ainda mais a tensão dentro da aliança.
Mesmo pertencendo à federação ligada politicamente ao senador Jayme Campos, Margareth afirmou que está posicionada em outro campo político e reforçou que considera difícil pedir votos para o senador em uma eventual disputa direta ao Governo do Estado. A fala reforça o movimento de consolidação do grupo ligado ao governador Mauro Mendes em torno da candidatura de Otaviano Pivetta.
A sucessão estadual já é tratada como principal tema político de Mato Grosso para os próximos meses. Enquanto Mauro Mendes atua para manter o arco de alianças em torno de Pivetta, Jayme Campos intensifica o discurso de candidatura própria e defende protagonismo do União Brasil na disputa pelo comando do Estado.
Recentemente, Jayme elevou o tom ao afirmar que o partido “não tem dono” e rejeitou a possibilidade de apoiar um “candidato emprestado”, em referência indireta ao projeto político de Pivetta, que é filiado ao Republicanos. O senador sustenta que o União Brasil possui nomes competitivos e legitimidade para disputar o Governo de Mato Grosso com candidatura própria.
Do outro lado, Otaviano Pivetta vem evitando confronto direto com Jayme e tenta transmitir discurso de unidade dentro da base governista. O governador já declarou publicamente que respeita o direito do senador disputar o cargo, mas aliados de Mauro Mendes trabalham para consolidar apoio partidário ao atual projeto de continuidade administrativa.
Margareth também revelou ter conversado pessoalmente com Jayme Campos antes de um evento político recente e afirmou que chegou a sugerir ao senador uma candidatura ao Senado Federal. Segundo ela, a hipótese foi descartada pelo parlamentar, que demonstrou intenção de seguir na construção de um projeto ao Governo do Estado.
O cenário evidencia uma divisão cada vez mais explícita dentro do campo governista e amplia a expectativa sobre os próximos movimentos partidários. A avaliação de lideranças políticas é que a definição do União Brasil será decisiva para o equilíbrio eleitoral de 2026, principalmente diante do peso político do partido no Estado e da influência do grupo liderado por Mauro Mendes.
A continuidade do impasse pode enfraquecer a base governista e abrir espaço para o avanço de candidaturas de oposição ou de grupos independentes na disputa estadual.
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