“Não quero experiência em corrupção”, dispara Natasha ao defender renovação na política de MT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 20/07/2026
Em meio ao início da disputa pelo Palácio Paiaguás, a pré-candidata ao Governo de Mato Grosso Natasha Slhessarenko (PSD) endureceu o discurso ao responder às críticas sobre sua pouca experiência em cargos eletivos. Médica, professora universitária e empresária, ela afirmou que o Estado não precisa de políticos experientes em “corrupção, negociatas e acordos de bastidores”, mas de gestores preparados para administrar a máquina pública com responsabilidade, conhecimento técnico e compromisso com a população.
A declaração ocorre em um momento em que o debate sobre os perfis dos candidatos começa a ganhar força antes da campanha eleitoral de 2026. Natasha tem sido apresentada pelo grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma alternativa ao bloco governista liderado pelo vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e ao senador Wellington Fagundes (PL), principais nomes cotados para a sucessão estadual. Embora esteja estreando em uma disputa majoritária, a médica afirma que experiência política não pode ser medida apenas pelo tempo de mandato, mas pela capacidade de gestão, liderança e entrega de resultados.
Ao responder aos questionamentos sobre sua trajetória, Natasha afirmou que não deseja acumular o tipo de experiência que, segundo ela, contribuiu para desgastar a imagem da política perante a sociedade. “Não quero experiência em corrupção, em negociata e nessas práticas que fizeram a população desacreditar da política”, declarou, acrescentando que sua formação acadêmica e sua atuação profissional demonstram capacidade para administrar um Estado complexo como Mato Grosso.
Natasha também destacou sua trajetória fora da vida partidária. Ela lembrou que é professora, possui mestrado e doutorado, construiu carreira na medicina e no empreendedorismo e defendeu que a administração pública precisa incorporar profissionais preparados para enfrentar desafios na saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Segundo ela, a política não deve ser encarada como profissão permanente, mas como instrumento de transformação social e prestação de serviços à população.
A médica ainda argumentou que o eleitor demonstra crescente insatisfação com práticas tradicionais da política e busca representantes que apresentem propostas concretas e capacidade técnica. Em entrevistas recentes, ela também tem defendido uma campanha menos polarizada, voltada para soluções administrativas e para temas considerados prioritários pela população, como segurança pública, geração de empregos, saúde e infraestrutura, procurando ampliar seu diálogo além do campo progressista.
O posicionamento reforça uma das estratégias que Natasha pretende adotar durante a pré-campanha: apresentar sua experiência profissional como diferencial em relação aos adversários e sustentar o discurso de renovação política. Ao mesmo tempo, suas declarações elevam o tom do debate eleitoral, que tende a se intensificar nos próximos meses à medida que partidos definem alianças e oficializam as candidaturas para a sucessão do governador Mauro Mendes (União Brasil).
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