Max Russi cobra cronograma para entrega do BRT e rejeita uso político do debate sobre VLT
Política POR: Redação
POSTADO EM: 20/07/2026
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), negou que o Parlamento esteja promovendo qualquer tipo de perseguição ao Governo do Estado durante a fiscalização das obras do Bus Rapid Transit (BRT) e afirmou que as recentes discussões envolvendo o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) acabam desviando a atenção do principal problema enfrentado pela população: os sucessivos atrasos na conclusão do novo sistema de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande. Segundo o parlamentar, o objetivo da Assembleia é obter respostas concretas sobre o cronograma da obra e cobrar soluções para um empreendimento que se arrasta há anos e continua provocando transtornos diários aos motoristas e usuários do transporte público.
As declarações foram feitas após a audiência realizada na Assembleia com o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, convocado para prestar esclarecimentos sobre o andamento das obras. O encontro ganhou repercussão depois que o secretário deixou a sessão antes do encerramento, alegando problemas de saúde. Max afirmou que não interpretou a saída como desrespeito ao Legislativo, ressaltando que, diante da justificativa apresentada, seria inviável impedir o secretário de deixar o plenário. No entanto, observou que, caso os deputados considerem necessário, uma nova convocação poderá ser realizada para esclarecer questionamentos que permaneceram sem resposta.
Ao comentar as declarações do governador em exercício, Otaviano Pivetta (Republicanos), e do próprio secretário, que voltaram a citar supostas irregularidades relacionadas ao projeto do VLT implantado para a Copa do Mundo de 2014, Max avaliou que esse debate não contribui para resolver o problema atual da mobilidade urbana. Para ele, eventuais denúncias sobre fatos ocorridos no passado devem ser investigadas pelos órgãos competentes, mas não podem substituir a cobrança pela conclusão do BRT, obra que continua impactando diretamente o cotidiano da população da região metropolitana.
O presidente da Assembleia reforçou que a comissão criada pelo Legislativo não tem caráter político nem busca constranger integrantes do Executivo. Segundo ele, a convocação de secretários faz parte das atribuições constitucionais do Parlamento e representa um instrumento de fiscalização em defesa da sociedade. Max destacou que os esclarecimentos solicitados não interessam apenas aos deputados, mas principalmente aos cidadãos que convivem diariamente com congestionamentos, desvios no trânsito e mudanças constantes no cronograma de entrega das obras.
Durante a entrevista, o deputado também voltou a defender punições mais rigorosas às empresas contratadas pelo poder público que abandonam ou atrasam obras de grande porte. Na avaliação dele, empreiteiras que vencem licitações e deixam de cumprir os contratos precisam ser responsabilizadas com multas e outras sanções previstas na legislação. Russi lembrou ainda que já havia sugerido ao Governo do Estado a divisão da execução do BRT em diferentes lotes, estratégia que, segundo ele, poderia reduzir os riscos de paralisação caso uma empresa não conseguisse cumprir sua parte no contrato.
Max também afirmou que qualquer denúncia envolvendo possíveis irregularidades deve ser encaminhada imediatamente aos órgãos de controle, como Ministério Público e Polícia Civil, evitando acusações sem provas. Para ele, cabe às instituições responsáveis investigar eventuais ilícitos, enquanto a Assembleia deve concentrar seus esforços na fiscalização da execução das políticas públicas. “A população quer o BRT funcionando”, resumiu o parlamentar ao defender que a prioridade seja concluir a obra e colocar fim aos transtornos enfrentados por milhares de moradores de Cuiabá e Várzea Grande. Segundo Russi, a demora na entrega do modal provoca desgaste para o Governo, para a Assembleia, para a imprensa e, principalmente, para os cidadãos que dependem diariamente da mobilidade urbana.
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