Jayme reage a acusações de compra de votos e diz confiar na convenção do União Brasil
Política POR: Redação
POSTADO EM: 20/07/2026
A poucos dias da convenção que definirá os rumos do União Brasil em Mato Grosso, o senador Jayme Campos adotou um discurso cauteloso diante das denúncias sobre uma suposta compra de votos entre os convencionais do partido. Embora tenha reconhecido que ouviu comentários sobre ofertas de dinheiro, cargos, empregos e até convênios para influenciar a votação interna, o parlamentar afirmou que não pretende alimentar especulações sem a apresentação de provas concretas. “Ver para crer. É o preto no branco”, resumiu ao defender que acusações dessa natureza precisam ser comprovadas antes de qualquer julgamento.
As declarações ocorrem em meio ao acirramento da disputa interna do União Brasil, que decidirá se lançará candidatura própria ao Governo de Mato Grosso ou apoiará o projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Jayme lidera o grupo que defende uma candidatura própria da legenda, enquanto outra ala do partido, alinhada ao governador Mauro Mendes, trabalha para consolidar uma aliança com Pivetta na sucessão estadual de 2026. A definição será tomada durante a convenção marcada para o fim do mês e é considerada uma das mais importantes do cenário político mato-grossense neste período pré-eleitoral.
A polêmica ganhou força após o deputado estadual Júlio Campos, irmão do senador, afirmar que convencionais estariam recebendo “propostas indecorosas” para influenciar o resultado da votação. Segundo ele, empresários interessados no desfecho da convenção estariam oferecendo vantagens para alterar o posicionamento de integrantes da legenda, situação que, se comprovada, poderia motivar o acionamento do Ministério Público Eleitoral. Jayme, no entanto, preferiu adotar uma postura mais moderada e afirmou que o próprio Júlio possui melhores condições de detalhar as denúncias.
Mesmo evitando reforçar as acusações, o senador reconheceu que também recebeu relatos semelhantes de aliados políticos. Ele afirmou ter ouvido comentários sobre possíveis ofertas de recursos financeiros, empregos e convênios, mas destacou que trabalha apenas com fatos devidamente comprovados. Para Jayme, a decisão dos convencionais deve ocorrer com base na consciência de cada integrante do partido e na avaliação da trajetória dos pré-candidatos, sem interferências externas.
Questionado sobre o risco de traições durante a convenção, Jayme demonstrou tranquilidade e afirmou compreender que mudanças de posicionamento fazem parte do ambiente político. Segundo ele, cada convencional é livre para votar conforme sua convicção, embora espere que sua história pública e o trabalho desenvolvido ao longo de décadas na vida política sejam reconhecidos pelos integrantes da legenda. O senador disse confiar que sua biografia e experiência administrativa serão fatores decisivos na escolha do partido.
A convenção do União Brasil é considerada estratégica para a sucessão estadual porque poderá definir o tamanho da base de apoio do grupo governista nas eleições de 2026. Caso a legenda opte por candidatura própria, Jayme poderá enfrentar diretamente Otaviano Pivetta na disputa pelo Palácio Paiaguás. Se prevalecer a tese da aliança, o partido tende a fortalecer o projeto de continuidade da atual gestão estadual. Independentemente do resultado, o episódio evidencia a intensa movimentação nos bastidores da política mato-grossense e a importância da decisão que será tomada pelos convencionais nas próximas semanas.
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